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Castrações do CCZ quase triplicam no primeiro semestre
Sabrina Franzol
17/07/2017 12h01
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Canil castra cães e gatos recolhidos das ruas ou encaminhados por três ONGs. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O número de castrações feitas pelo CCZ (Centro de controle de Zoonoses) em animais abandonados ou que sofreram maus-tratos no município quase triplicou no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2016, foram castrados 370 bichos, sendo 260 cães e 110 gatos, enquanto que de janeiro a junho de 2017 o montante total de castrações chegou 1.029, divididas em 638 cães e 391 gatos. O aumento na comparação anual foi de 178%, o que representa 659 operações a mais.
 
Além das castrações feitas nos animais recolhidos das ruas da cidade e provenientes de averiguações de maus-tratos, o CCZ castra os cães e gatos encaminhados por três ONGs (Organizações Não Governamentais) do município: SPPA (Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais), Amantes de Gatos e Vira Lata Vira Vida. No primeiro semestre de 2016, o número de castrações feitas no canil municipal provenientes das ONGs foi 784 (397 cães e 387 gatos). Neste ano, no mesmo período, a quantidade chegou a 999 (537 cães e 462 gatos). Foram 215 castrações a mais, o que significa alta de 27%.
 
Há um ano e meio o serviço de castração não pode ser mais requisitado pelo 156 do SIP (Serviço de Informações à População), mas somente por intermédio das referidas ONGs, sendo que cada entidade é limitada a 15 cirurgias por semana, portanto, no mês, são pelo menos 60 operações de castração a cada uma.
 
Essa parceira da Secretaria Municipal da Saúde com as ONGs é para atender os animais comunitários, de cuidadores de baixa renda, os que foram adotados de abrigos, de vias públicas ou de acumuladores de animais. “Devido ao não agendamento pelo telefone 156, os cães e gatos que não atendem os critérios estabelecidos para o agendamento por meio das ONGs não conseguem vagas para as castrações no canil do CCZ”, informou a Pasta ao Jornal de Piracicaba.
 
Para o presidente da SPPA, Luís Américo Chittolina, o número de castrações oferecidas pelo município às ONGs é insuficiente diante da demanda. “Se compararmos com o passado, houve aumento de operações, mas ainda não é a quantidade ideal para a cidade. Necessitaria ter muito mais. A quantidade de pessoas que entram em contato conosco para pedir a castração gratuita é muito maior que a disponibilizada pelo canil. São cerca de 75 pedidos por mês”, contou.
 
Conselheira deliberativa e fiscal da Vira Lata Vira Vida, Maria Cecilia Pizzinato também disse que a procura de castrações sem custo na ONG é maior que as 15 semanais disponibilizadas pela prefeitura. “O programa de castração é excelente, mas o número certamente não é suficiente. Diante dos critérios estabelecidos pelo canil, que dá prioridade a animais de rua, de protetores independentes e de população de baixa renda, não há como atender toda a demanda. Na Vira Lata Vira Vida recebemos cerca de 15 ligações por dia referente a castrações gratuitas, ou seja, 300 por mês”, disse.
 
PPA — Uma das emendas ao PPA (Plano Plurianual) 2018-2021 de Piracicaba, votado no final do mês passado sem retificação alguma, foi referente a pedido de aumento na castração de animais, saltando de 4.800 operações para 9.600 nos próximos quatro anos. O valor previsto hoje é de R$ 230 mil. Se aprovada, seriam R$ 459.980 destinados ao serviço. De autoria do vereador Laércio Trevisan Jr. (PR), a proposta não foi aceita na Câmara de Vereadores. 
 
 
 
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