,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Inadimplência do consumidor cresce 5,8%
  • Roubos e furtos caem no primeiro semestre do ano
  • Umidade do ar cai e deixa cidade em estado de atenção

Cerca de 40% do material reciclável coletado é descartado em Piracicaba
Natália Marim
17/07/2017 11h37
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 
Sem título.jpg

Lixo é encaminhado à central de resíduos da Cooperativa do Reciclador Solidário. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Ao menos 40% do material reciclável que chega à Cooperativa do Reciclador Solidário não pode ser aproveitado. De acordo com informações da presidente da entidade, Edinalva Ines Correa Souza, muitas pessoas não têm conhecimento dos resíduos que podem ou não ser reciclados.
 
Segundo a Sedema (Secretaria Municipal de Desenvolvimento do Meio Ambiente), materiais recicláveis podem ser reaproveitados quando separados do lixo doméstico e são divididos nas categorias de papel, papelão, plástico, metal, vidro, entre outros.
 
“É importante que os objetos estejam limpos e secos, por isso o ideal é ter em casa dois recipientes: um para o resto dos alimentos e outro para o material reciclável.”
 
A população deve separar e colocar os resíduos que podem ser reciclados na porta da residência, conforme os dias programados de coleta, para que sejam recolhidos pelos catadores da Piracicaba Ambiental.
 
Em maio de 2017, a empresa recolheu 268.750 quilos de materiais recicláveis de um total de 1,3 toneladas neste ano, de acordo com dados do departamento de sistema de informações do Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba).
 
A coleta seletiva em Piracicaba está na totalidade dos bairros urbanos. O serviço é realizado pela Cooperativa do Reciclador Solidário, na central de resíduos, subsidiada pela prefeitura.
 
“Fazemos a triagem e a separação do material na cooperativa. O processo compreende a chegada do caminhão, descarregamento, passagem pela esteira e separação manual”, afirmou Edinalva. 
 
Como explica ela, os resíduos que não são recicláveis também passam por essa esteira. Lixos como comida, papel de banheiro, terra e galho são coletados e chegam junto com o material reciclável.
 
O problema se deve, segundo Edinalva, de uma falta de educação ambiental e explicação para a população sobre o que pode ou não ser reaproveitado.
 
A funcionária pública aposentada Dalva Rocha de Camargo, 62, comentou que sente dificuldades ao separar o lixo em sua casa e confessa não ter recebido informações suficientes para fazer a destinação correta.
 
Da mesma forma, Benedita Carmo Rosada, 38, defende maior difusão dessas informações e criação de novas campanhas de conscientização mais próximas à população.
 
Em 2016, conforme informações divulgadas pelo Ipplap, a cooperativa comercializou 693.905 quilos de materiais.
 
Com a crise, de acordo com a Sedema, foram surgindo muitos coletores informais que, de certa forma, influenciaram neste número.
 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar