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Falta de vaga hospitalar obriga Saúde a improvisar UTI em Pronto Atendimento
Da Redação
13/07/2017 11h33
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Filhos de paciente enfrentam angústia na espera por leito hospitalar. (Foto:Claudinho Coradini/JP)

Internada desde segunda-feira pela manhã na UPA (Frei Sigrist) na Vila Cristina, a aposentada Eva Pereira Alecrim, 66, é uma das 69 pessoas que até ontem aguardavam pela abertura de uma vaga hospitalar. Ela está entubada em uma ‘UTI improvisada’ (unidade de terapia intensiva) que foi montada pelos médicos em uma sala da unidade de saúde, conforme relato dos filhos.

Em tratamento contra a doença de Chagas há 20 anos, o quadro de saúde da aposentada foi agravado por recentes complicações cardiorespiratórias. Para desespero dos familiares, um dos médicos do pronto-socorro que atendeu a paciente disse que ela corre risco de morrer caso permaneça no pronto-socorro, mas que não há previsão de quando a mulher será transferida para um hospital.

De acordo com José Adão Rocha Alecrim, 40, desempregado, um dos seis filhos de Eva Alecrim, o clínico que assinou a internação da mulher teria dito que a UPA onde ela está internada não oferece estrutura adequada para o tratamento que a paciente necessita e que ela precisa, com extrema urgência, ser transferida para um hospital.

“Depois que você escuta o médico falando que a sua mãe precisa de uma UTI de verdade senão vai morrer, bate um desespero. Ao mesmo tempo estamos de mãos atadas sem ter o que fazer. Isso aqui é um pronto-socorro e não tem mais o que fazer por ela. Até os medicamentos na UPA são limitados. Não que falte remédio, mas têm alguns que só estão disponíveis nos hospitais”, disse José Alecrim.

Ele relatou que o drama sofrido pela mãe também é enfrentado por outros pacientes internados na mesma unidade. “A revolta que sentimos não é só nossa, mas de todas as famílias que também têm parentes nesta UPA. Eu vi a dificuldade que essas pessoas estão enfrentando. O próprio médico me contou que um homem está aqui há uma semana e também precisa com urgência ser transferido para UTI. Tem uma senhora aguardando há quatro dias vaga em um hospital”, afirmou.

Diante da situação caótica da unidade de saúde, José Alecrim tem dúvidas se a mãe conseguirá esperar pela tão aguardada transferência. “Se essas pessoas que chegaram antes da minha mãe estão esperando por tanto tempo, quanto ela ainda vai ter que aguardar para ser transferida? Tenho medo de pensar no que pode acontecer”, desabafou.

SAÚDE — Sobre o caso da paciente Eva Alecrim a Secretaria de Saúde informou que a mulher tem problema cardíaco e aguarda vaga hospitalar. Está sendo medicada e segue em observação na UPA. Assim que houver vaga em um dos hospitais credenciados, ela será transferida. (Colaborou Natália Marim)

 
 
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