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Homem que matou a esposa a facadas vai para manicômio judicial
Walter Duarte
14/07/2017 14h15
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Acusado de matar a própria esposa com 15 facadas, um aposentado de 46 anos foi classificado ontem como inimputável — pessoa inpacaz de ser julgada e responsabilizada por um crime — e acabou absolvido. A Justiça de Piracicaba, no entanto, determinou que ele cumpra, como medida de segurança, um ano de internação em um manicômio judicial.

A defesa dele diz que vai recorrer da decisão. O crime aconteceu em agosto de 2014, em um posto de combustíveis no bairro Jardim Corcovado. Josefa Benigna Santos Souza, na época com 44 anos, foi agredida dentro do carro do namorado de uma das filhas.

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Juiz Luiz Antonio Cunha determinou internação do aposentado. (Foto: M. Germano/JP)

Clientes do posto tentaram deter o agressor, mas ele fugiu. Ela chegou a ser socorrida para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Nestor Longatto, na Vila Sônia, e depois ao HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana), mas não resistiu. O aposentado foi preso horas depois, quando tentava se esconder em uma empresa nas proximidades da rodovia Hermínio Petrin (SP-308), que liga Piracicaba a Charqueada.

Na delegacia e no interrogatório judicial, ele confessou o crime. Durante o processo, o réu foi submetido a uma perícia médica, que o diagnosticou com esquizofrenia. O Ministério Público e a defesa pediram a absolvição, com obrigação de tratamento ambulatorial (em liberdade), mas o juiz Luiz Antonio Cunha, da Vara do Júri e Execuções Criminais de Piracicaba, considerou que alta periculosidade do réu não permite que ele seja colocado de pronto em liberdade e determinou a internação por, no mínimo, um ano.

“Apesar de mais de um laudo pericial indicar que o tratamento ambulatorial seria o adequado, há indicações de que o réu pode voltar a delinquir, foi internado por mais de dez vezes, o que configura periculosidade. Reitero, foram mais de uma dezena de golpes com faca que portava, tudo indicando por entender-se perseguido, deixando seus filhos sem a genitora, que veio a falecer”, diz um trecho da sentença.

O advogado de defesa, Rodrigo Corrêa Godoy, disse concordar com a absolvição, mas vai recorrer ao TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) contra a ordem para internação. “Nós havíamos pedido a absolvição por conta da inimputabilidade e o tratamento ambulatorial. Como não foi deferida a segunda parte, vamos recorrer”, disse.

O réu respondeu preso, no sistema prisional convencional, a todo o processo. Com a condenação, a Justiça vai solicitar à SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) uma vaga em hospital psiquiátrico prisional para que seja cumprida

 
 
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