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Setor de beleza foi o que mais abriu empresas no primeiro semestre
Fernando Jacomini
17/07/2017 11h45
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Serviços voltados à beleza masculina têm ganhado cada vez mais espaço. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Cabeleireiros, manicure e pedicure foi o ramo empresarial que mais foi aberto na cidade no primeiro semestre deste ano, situação que segue o que aconteceu no igual período do ano passado.
 
Entre as novidades do segmento, está a abertura de serviços voltados para a beleza masculina, como as barbearias.
 
Dados divulgados pela Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) mostram que foram abertos 141 negócios na área de cabelo e unha entre janeiro e junho, ante os 147 no primeiro semestre do ano passado, período que acumulou 288 novos estabelecimentos na área.
 
Para o presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Paulo Roberto Checoli, a preferência por esse tipo de estabelecimento está relacionada à tendência mundial de procura, cada vez maior, por cuidados com a aparência.
 
“Mesmo em tempos em que há mais recuo da economia, ou mesmo com o orçamento mais apertado, as pessoas não deixam de se preocupar com a sua imagem, portanto não deixam de frequentar os salões de cabeleireiros, ou consumir serviços ligados a cuidados pessoais, ou itens de consumo que estejam ligados à preservação da imagem, como roupas e acessórios”, avaliou.
 
Thiago Ricci, gerente de uma barbearia aberta recentemente na cidade, opina que o mercado competitivo faz com que o homem também passe a se preocupar com a beleza.
 
“Não sentimos um impacto econômico tão grande quanto o que outras áreas sentem, já que as pessoas estão cada vez mais vaidosas, e com o homem isso não vem sendo diferente”, disse, contando que outros atrativos, como bebidas, também são oferecidos no local, o que faz com que o incentivo da preservação da imagem masculina seja ainda maior.
 
“É um mercado que tende apenas a crescer, já que o cuidado com a beleza dos homens não é apenas uma moda passageira, e sim uma tendência. As pessoas vêm para cá e, além de ficarem com um visual melhor, se sentem relaxadas”, pontuou.
 
O gerente do escritório regional do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em Piracicaba, Jardel José Busarello, avalia que a preferência pela abertura de cabeleireiros, manicures e pedicures é por causa do baixo investimento demandado para as operações.
 
“Não precisa de ponto fixo ou gastos mensais para a manutenção desses pontos, e muito menos de equipe contratada para que esses trabalhos comecem a ser oferecidos. Geralmente, apenas com um curso rápido, já é possível abrir um salão de beleza, por exemplo, sendo que manicure pode atender seus clientes na própria casa deles. Há mais chances, inclusive, de o retorno financeiro ser percebido rapidamente”, disse.
 
SETORES — Entre os comércios mais abertos no primeiro semestre na cidade, os varejistas de artigos do vestuário e acessórios estão em segundo lugar, e, logo em seguida, empresas que prestam serviços na área de construção civil, principalmente em obras de alvenaria.
 
Nos seis primeiros meses do ano foram abertos 127 CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) de venda de roupas e acessórios em Piracicaba, enquanto no mesmo período de 2016 houve a abertura de 140 comércios no ramo.
 
“É cada vez mais comum a preferência por abrir negócios que permitam o trabalho de porta a porta, e isso é uma tendência que deve continuar. É muito mais fácil empreender deste jeito”, pontuou o gerente do escritório regional do Sebrae.
 
Já em alvenaria, foram 79 negócios abertos neste ano e 109 no igual período de 2016. 
 
Busarello pondera que o grande número demissões na construção civil está fazendo com que os profissionais da área comecem a buscar outras alternativas.
 
 
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