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Sistema TempoCampo, criado pela Esalq, divulga qualidade da safra
Fernando Jacomini
17/07/2017 11h56
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Boletins que simulam se a safra será melhor, pior ou igual ao ano anterior são divulgados todos os meses pelo Sistema TempoCampo, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). 
 
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Relatórios consideram temperaturas e quantidade de chuvas. (Foto: Amanda Vieira/JP)

O serviço, que tem o objetivo de contribuir na tomada de decisões de produtores, empresas e instituições públicas, em relação ao cultivo e colheita da cana-de-açúcar e da soja, apresenta cenário de otimismo no desempenho da agricultura neste ano em Piracicaba.
 
O desenvolvedor do Sistema TempoCampo, Fábio Ricardo Marin, que é professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq, conta que a ideia de produzir e divulgar os boletins surgiu devido à grande quantidade de pesquisas universitárias que já eram feitas com as culturas e que poderiam ser aproveitadas para a projeção de como seria a safra, considerado o clima que antecede e que acontece durante o período.
 
“Há um bom tempo nós fazemos a agrometeorologia e modelagem agrícola, que é a simulação feita em computadores do crescimento das plantas. Fomos percebendo que estávamos trabalhando muito bem com essas ferramentas, e, neste mesmo tempo, as empresas passaram a nos procurar para que contribuíssemos nessa possibilidade de previsão no desenvolvimento da agricultura”, ressaltou.
 
As análises são feitas por professores e estudantes de graduação e pós-graduação da Esalq, que vão a campo e monitoram as reações da cana-de-açúcar e da soja de acordo com as variações climáticas do local em que estão ou que serão plantadas.
 
Todas essas pesquisas são armazenadas em potentes computadores, que passam a fornecer automaticamente previsões de como será a próxima safra.
 
Os relatórios consideram as temperaturas mínimas e máximas e quantidade de chuvas nas regiões de cultivo e classificam o período de colheita em otimista, pessimista ou mais provável.
 
“Nós não fazemos previsão do tempo, mas usamos dados já existentes de outros serviços e o cruzamos com as análises das plantas. Nós alimentamos constantemente softwares de computadores com essas informações para que eles possam fazer as simulações”, explicou o professor.
 
Qualquer pessoa pode ter acesso, por meio do site tempocampo.org, aos boletins mensais, sendo que outros relatórios são produzidos exclusivamente para 15 usinas de todo o Brasil, que passaram a utilizar o serviço a fim de que estratégias logísticas e econômicas pudessem ser adotadas conforme as simulações.
 
“Dificilmente essas previsões erram na sinalização e estamos percebendo que as empresas conseguem saber quais serão os impactos do clima de forma muito mais rápida do que as outras, o que acaba tornando esse planejamento maior, ou seja, se a produção for cair, sabem que a comercialização será menor e que haverá alterações no preço da venda”, disse Marin.
 
OTIMISMO — Conforme a última simulação divulgada no fim de junho pelo TempoCampo, com base em dados meteorológicos referentes a maio, há estabilidade na produtividade da cana-de-açúcar e ganhos em relação à safra passada nas mais importantes áreas de cultivo região Centro-Sul do Brasil.
 
“Essa tendência se mantém para Piracicaba, e isso é muito bom, já que a cidade tem grande importância na produção da cana”, avaliou Marin.
 
 
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