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Piracicaba despenca em índice de gestão fiscal
Walter Duarte
12/08/2017 09h38
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A avaliação de Piracicaba pelo IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) — criado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro para contribuir com a gestão pública — piorou nos últimos anos. Nona colocada no ranking estadual em 2006, primeiro ano do indicador, a cidade ficou apenas com o 47º no passado, segundo o levantamento divulgado esta semana. Em 2015, a cidade ocupava a 31ª posição.
 
 
No ranking nacional, em que cidade já ocupou a 3ª colocação, a posição listada em 2016 foi a 445ª. Com base em dados oficiais, o Índice avaliou a situação fiscal de 4.544 municípios, onde vivem 177,8 milhões de pessoas (87,5% da população). Apesar da determinação da lei, os dados do exercício fiscal 2016 de 1.024 prefeituras não estavam disponíveis ou não eram consistentes.
 
O índice é construído a partir dos resultados fiscais das próprias prefeituras, informações de declaração obrigatória e disponibilizadas anualmente pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional). Composto por cinco indicadores — Receita Própria, Gastos com Pessoal, Investimentos, Liquidez e Custo da Dívida — o IFGF pontua as administrações de 0 a 1. Resultados superiores a 0,8 cão considerados “de excelência”, conceitos entre 0,6 e 0,8 são avaliados como “bons”, de 0,4 a 0,6 como “em dificuldade” e abaixo de 0,4 como “gestão crítica”.
 
Classificada como boa e de excelência em todos os indicadores há uma década, a Prefeitura de Piracicaba caiu nos indicadores de liquidez (0,53) e, principalmente, de investimentos (0,20), o menor da série histórica. Liquidez é a quantidade de recursos em caixa para fazer frente as despesas já previstas ou realizadas. Já os investimentos são os gastos em obras e a aquisição de bens que agreguem valor ao patrimônio. 
 
Procurada, a assessoria de imprensa da administração afirmou que não comentaria os resultados do IFGF “porque os índices foram divulgados ontem (10/08) e ainda estão sendo avaliados”. 
 
Para o professor de ciências econômicas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Ivens de Oliveira, os resultados são fruto da recessão econômica vivida pelo Brasil nos últimos anos. “Tivemos recessão, o que fez todos os entes governamentais perderem arrecadação. Como governo federal, estados e municípios possuem um grande volume de gastos obrigatórios, principalmente com pessoal, isso afeta diretamente os gastos com investimentos”, explicou.
 
 
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