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Mulheres piracicabanas em primeiro emprego ganham 13% menos que homens
Da Redação
10/08/2017 07h26
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A remuneração média paga às mulheres de Piracicaba em primeiro emprego é 13% menor que o valor pago para homens nas mesmas condições. Levantamento feito pelo Ministério do Trabalho a pedido do Jornal de Piracicaba mostra que o salário médio admissional das mulheres no primeiro semestre de 2017 foi R$ 1.489, montante R$ 229 inferior à média da remuneração inicial média paga aos trabalhadores do sexo masculino no município, que foi de R$ 1.718.
 
Em um ano, a disparidade aumentou, visto que, no primeiro semestre de 2016, a diferença entre salários admissionais entre homens e mulheres era de R$ 222. O estudo feito pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho aponta também recuo no valor médio do primeiro salário para os dois gêneros em 2017 no município. Novamente as mulheres tiveram a maior perda. O recuo na remuneração entre elas atingiu a marca de 2,3%, comparado aos números de 2016. Os ganhos iniciais partiram de R$ 1.525 (2016) para R$ 1.489 (2017). Entre os trabalhadores do sexo masculino a retração na primeira remuneração foi de 1,66%, visto que o salário inicial no ano passado era R$ 1.747 e caiu para R$ 1.718 neste ano.
 
Comparado aos dados nacionais, os índices verificados em Piracicaba repetem o mau desempenho. Enquanto no município todos os indicadores recuaram, no país a média da remuneração inicial do trabalhador aumentou 3,52%, no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Novamente na contramão do que é verificado em Piracicaba, o maior aumento foi para as mulheres, que tiveram acréscimo de 4,25% na remuneração de admissão. A alta para os homens no país foi de 3,2% na mesma comparação.
 
Para o economista Francisco Crocomo, coordenador do Banco de Dados Socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), uma das hipóteses para que os ganhos das mulheres em primeiro emprego serem menores que o dos homens resultaria do fato delas estarem presentes em número maior em segmentos que pagam menos, como o de serviços e comércio. “Que as mulheres ganham menos já se sabe. Essa diferença tem diminuído, mas a desigualdade persiste. Para fazer uma análise precisa teríamos que verificar quais os setores que mais empregam, além do que, analisar os dados de apenas dois semestres é insuficiente para tirarmos conclusões definitivas”, afirmou.
 
Crocomo levantou algumas suposições que possam justificar o recuo na remuneração dos trabalhadores em primeiro emprego, se comparado ao restante do país. “Tivemos um grande corte de vagas no setor industrial no município e agora algumas empresas começam a readmitir. Podemos supor que os ganhos destes novos trabalhadores seja menor daqueles pagos aos que foram desligados, puxando para baixo a média salarial na cidade. É a lei da oferta. Como tem muita gente desempregada, a pessoa tende a aceitar a proposta porque ficar parado não dá” disse o economista.
 
DESIGUAL — Trabalhadora em primeiro emprego, Tainá Moraes, 20, é vendedora em uma loja de roupas. Para ela, a desigualdade salarial entre gêneros é um problema social. “A mulher sempre foi desvalorizada e vista como um ser inferior. O tempo passou e, por mais que muitos discordem, o preconceito contra nós existe”, relatou. Funcionária no mesmo estabelecimento, Marielle Gonçalves, 24, também no primeiro emprego, confirmou a tese de Tainá. “Somos tão capazes quanto os homens, mesmo assim eles ganham mais até quando a função é a mesma. Absurdo!”, criticou.
 
 
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