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Policial ajuda família que morava na rua
Felipe Poleti
20/08/2017 11h17
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Cair, levantar e nunca desistir. Este é um breve resumo da vida de Emília Aparecida de Moraes e Abraão José de Moraes, mãe e filho que até poucos dias viviam em situação de rua. A última reviravolta na vida deles aconteceu há pouco mais de dois meses quando a cabo da polícia militar, Sueli Tavares, encontrou os dois na Feira do Rolo, em uma praça próximo ao TCI (Terminal Central de Integração de Piracicaba). “Não foi uma ronda qualquer. Lá eu conheci a história deles e resolvi ajudar”, disse a PM que acolheu os dois em sua casa por cerca de 10 dias.
Nascida em Pernambuco, Emília foi entregue a um casal de Campinas aos quatro meses de idade. A vida foi boa, os pais adotivos sempre lhe deram suporte, bem como para seu filho. No entanto, há três anos, com o falecimento dos pais, ela e o filho estão vivendo na rua após problemas familiares.
Neste tempo, mãe e filho moraram por seis meses na cidade de Itapetininga, em um posto de combustível. “Consegui que Abraão voltasse a estudar, no entanto, quando a escola soube que ele morava na rua, o colocaram em um abrigo, já que tinha menos de 18 anos. Fiquei sozinha, mas sabia que ele estava bem, porém, no começo do ano, ele foi dispensado do abrigo devido à maioridade, foi quando decidimos mudar para Monte Mor”, contou a mãe.
Emília e o filho, por estarem em situação de rua, passaram por muitas cidades, às vezes de carona, às vezes de ônibus, outras a pé, antes de chegarem a Piracicaba, no início de março. “Aqui, segui catando latinhas e papelão, assim como fazia em outros lugares, mas acabei conhecendo a Sueli. Ela nos acolheu e nos ajudou muito”, completou.
Cabo Sueli contou que sua equipe fez uma ronda de rotina pela feira do rolo, momento em que viu dona Emília vendendo capinhas de celular. “Abraão apareceu do nada e deu de presente para ela uma pequena coberta. Ela ficou muito feliz com o presente. Foi nesse momento que decidi saber a real histórias deles”, disse.
Abraão lembrou que ele e a mãe estavam sem documentos e policial ajudou a tê-los novamente. “Estava sem estudar e ela me direcionou para uma matrícula na escola. Nós dormíamos na rua e ela nos abrigou na casa dela por vários dias e hoje temos a nossa casa. Hoje já posso me alistar no Tiro de Guerra do Exército e até proposta de emprego já recebi”, disse ele.
Com o apoio do marido Murilo e dos amigos de trabalho, cabo Itor e soldado Batista (nomes de farda), a cabo Sueli decidiu ajudar ainda mais, levando os dois até a Igreja do Evangelho Quadrangular, no bairro Jardim Elite, para um culto. “Eles foram apresentados ao pastor Tony Costa que, com permissão da igreja, conseguiu alugar esta casa para eles. Além disso, vários fiéis e amigos já fizeram doações diversas. Com isso, eles já começaram a mobilizar a casa. Tem colchão, cadeiras, sofá, fogão, geladeira, utensílios domésticos e ainda aguardam a chegada da cama, mesa de jantar, armário de cozinha, guarda-roupa e uma televisão”, afirmou a policial.
Mãe e filho estão à procura de emprego e Abraão vai voltar a estudar. “Ele já se inscreveu para o EJA para concluir seus estudos o quantos antes”, reiterou Emília.
 
HOMENAGEM — A cabo Sueli, em reconhecimento a sua atitude, receberá homenagem na Câmara dos Vereadores por meio de Voto de Congratulações, pedido do vereador Laércio Trevisan Júnior (PR) em data ainda a ser agendada pelo Legislativo. “Não esperava por isso, mas é lógico que fiquei feliz pelo reconhecimento. Para mim, como mulher e também como policial, apenas exerci meu poder de cidadã em ajudar o próximo”.
 
 
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