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Operação Rêmora, do Gaeco, prende 10 pessoas em Piracicaba
Felipe Poleti
11/10/2017 11h57
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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Piracicaba prendeu 9 pessoas, entre eles um policial militar, acusados de fazer parte de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos. Um delegado e um policial civil, que são investigados, foram alvos de mandados de busca e apreensão e foram afastados de seus cargos. A ação, chamada de Operação Rêmora, teve apoio da Polícia Militar (Rota e Corregedoria) e da Corregedoria da Polícia Civil.
 
De acordo com o Gaeco de Piracicaba, foram concedidos 12 mandados de prisão preventiva, dos quais foram cumpridos 10 restando dois suspeitos foragidos, bem como 26 mandados de busca e apreensão. “Os alvos das buscas foram empresários e agentes públicos, dentre os quais um delegado de polícia, um policial civil e um policial militar, este preso durante a operação”, informou nota da assessoria de comunicação do Ministério Público do Estado de São Paulo.
 
Durante as buscas foram localizados diversos materiais relacionados a jogos de azar, lavagem de dinheiro e valores em dinheiro, inclusive com apreensão de dólares e euro em quantidade que não havia sido apurada até o fechamento desta reportagem. Segundo o Gaeco, “com um dos investigados foi localizada quantidade de anabolizantes e cigarros de origem clandestina e do Paraguai”.
 
O responsável pelo comando da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na ação desta terça-feira, o capitão PM Rogério Nery Machado, explicou que a ação é normal quando envolve servidores públicos ligados a área de segurança. “Demos apoio para o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão junto ao Gaeco, que realizou a investigação. Só soubemos o que iríamos fazer quando chegamos aqui, por volta das 4 horas da manhã”.
 
Ainda segundo o capitão PM, o cumprimento dos mandados teve início as seis horas da manhã. “Realizamos a detenção de 10 indivíduos, e 26 mandados de busca e apreensão em empresas e residências ligados aos envolvidos no esquema. Além disso, uma das equipes foi para a cidade de São Pedro. Além disso, além dos 10 presos, dois civis encontram-se foragidos já que não foram localizados nos endereços dos mandados”, relatou Nery ao lembrar que, no decorrer da operação, uma das equipes da Rota “acabou por prender um indivíduo por tráfico de drogas”. 
 
A OPERAÇÃO — Conforme explicou o Gaeco, a investigação teve início no final de 2016 a partir de notícias relacionando os alvos com a exploração de jogos de azar. Diligências de campo, de monitoramento, cruzamento de dados e interceptações telefônicas permitiram conhecer toda a estrutura da organização criminosa e seu modus operandi, que inclusive se valia de corrupção de agentes públicos, policiais civis e militares, para evitar apreensões de objetos e instrumentos de seu interesse. “A organização criminosa também conta com uma vasta rede de empresas que são utilizadas para a lavagem de dinheiro, principalmente, no ramo de legalização e vistoria de veículos. A investigação aponta que, no período de cinco anos, o grupo movimentou mais de R$ 40 milhões”, informou.
 

SSP – Com o envolvimento de agentes públicos de segurança junto a organização criminosa, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio de sua assessoria de imprensa, informou que “as Corregedorias das polícias Civil e Militar informam que acompanharam a operação realizada nesta terça-feira, 10, pelo Gaeco e que toda conduta irregular denunciada será devidamente investigada e as medidas cabíveis serão tomadas”.

 

 
 
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