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Horário de verão começa à 0h de domingo e vai durar 126 dias
Fernando Jacomini
13/10/2017 11h09
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O horário de verão começa na madrugada de sábado para domingo (15) e, até 18 de fevereiro de 2018, os ponteiros dos relógios devem ficar adiantados em uma hora. A mudança, que terá duração de 126 dias nas regiões sul, sudeste, centro-oeste e Distrito Federal, pode alterar o funcionamento do organismo, sendo que algumas pessoas têm dificuldades de se adaptar no período.
 
Segundo Shigueo Yonekura, médico do Instituto de Medicina do Sono de Piracicaba e Campinas e especialista em distúrbios do sono pelo Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), os principais desconfortos são irritabilidade, falta de concentração e dor de cabeça, causados por alterações do relógio biológico e hormonais, mas que podem ser amenizadas com alguns hábitos, incluindo alimentação leve no jantar.
 
“O ideal é evitar café, chá preto, refrigerante, chocolate e demais produtos que contenham cafeína”, disse. Ele informou que a maioria das pessoas demora entre três e sete dias para entrar no novo ritmo, período em que é preciso tomar alguns cuidados, principalmente para se evitar acidentes.
 
“O cérebro segue o ritmo do relógio biológico, que está organizado em um ciclo de 24 horas. A mudança desse padrão desregula o sono e o repouso que ele proporciona‘, explicou Yonekura. 
 
Já para acordar com mais facilidade, a orientação do médico é deixar uma fresta de cortina aberta para que haja luz solar no quarto durante a manhã. Yonekura disse que o hormônio melatonina, que promove a sonolência, começa a ser liberado quando escurece, e que, quando há iluminação, esse hormônio não é produzido, fazendo com que as pessoas despertem com mais facilidade.
 
ECONOMIA — Segundo estimativa da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), haverá economia de 41,3 mil MWh no consumo de energia em sua área de concessão durante o horário de verão 2017/2018 — volume que seria suficiente para abastecer 17,2 mil famílias por um ano com um consumo mensal de 200 kWh. 
 
Segundo o diretor de Operações da Distribuição da CPFL Energia, Thiago Guth, o horário especial tem como os principais objetivos reduzir o consumo de energia e diminuir a demanda no horário de pico, das 18h às 21h, já que há aumento no aproveitamento de luz natural.
 
“No período do horário de verão, com o adiamento dos relógios em uma hora, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19 horas, quando o consumo industrial já está reduzindo”, disse.
 
Desta forma, além da economia no consumo de energia, outro ganho está em diminuir os riscos de sobrecarga no sistema elétrico no horário de pico de consumo. No período de pico, há expectativa de uma redução de 2,5 % na demanda de energia, o que, de acordo com a companhia, contribui para reduzir a geração das termelétricas.
 
 
 
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