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Apenas 12% dos alunos da rede pública aspiram universidade
Natália Marim
14/11/2017 12h30
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Apenas 12% dos estudantes de 14 escolas estaduais de Piracicaba têm orientação para a carreira que querem seguir e desejam fazer faculdade após se formarem no ensino médio. Do total, 35% se mostraram inseguros em relação à escolha da profissão. Os dados foram obtidos por meio de pesquisa realizada pelo Gcop (Grupo de Extensão em Carreira, Organização e Pessoas) da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) no projeto Quais Caminhos, que teve início no final do ano passado e conclusão apresentada há um mês para a diretoria de ensino e coordenadores educacionais. O relatório oficial ainda não foi divulgado.
 
Segundo a professora do curso de administração do departamento de economia, administração e sociologia da Esalq, Heliani Berlato, foram distribuídos 3.300 questionários para os alunos dos ensinos médios das escolas Dr. Alfredo Cardoso, Sud Mennucci, Eduir Benedicto Scarpari, Edson Rontani, José de Mello Moraes, Maria de Lourdes Silveira Cosentino, Catharina Casale Padovani, Dr. João Chiarini, Abigail de Azevedo Grillo, Dr. Dario Brasil, Barão do Rio Branco, Dr. Samuel de Castro Neves, Dr. Jorge Coury, Jeronymo Gallo Monsenhor. Os resultados foram apresentados ontem.
 
O levantamento caracterizava o perfil dos estudantes sobre o futuro profissional, divididos em seis categorias. Deles, 35% se mostraram inseguros — com medo de fazer escolha errada —, 19% estagnados — vão parar de estudar após o ensino médio —, 14% decididos — vão trabalhar ou estudar depois de terminar a escola, com tendência a trabalhar —, 12% orientados — aqueles que têm orientação para a carreira, que desejam fazer faculdade —, 10% indecisos — não sabem o que fazer após o ensino médio — e 10% pessimistas — jovens que entendem que o fato de estarem em colégio público limita a entrada numa universidade.
 
Para Heliani, com os resultados foram verificadas várias carências em relação à expectativa do jovem para a escolha da carreira. “Com o projeto, pretendíamos saber como os jovens são influenciados para seguir a carreira e explicar que, depois do ensino médio, tem um caminho a ser percorrido que é a universidade”, disse. A pesquisa, de acordo com ela, buscou olhar para a questão subjetiva dos alunos, suas perspectivas e tratar sobre a inclusão do estudante de escola do ensino público nas faculdades.
 
“A maioria dos alunos não necessariamente entende que vai para a universidade, pois isso não está em primeiro plano para eles. Esses jovens que cursam o ensino médio não têm conhecimento sobre as universidades públicas. Existe um medo e a incerteza de escolher e não se dar bem no curso. Acham que, por serem de escola pública, dificilmente entram em universidade pública. Eles têm dúvidas. Há a necessidade de explorar os caminhos para entrada na universidade e direcioná-los para a formação”, completou a professora.
 
Segundo Heliani, os pais exercem influência nos resultados analisados. Os responsáveis legais pelo grupo dos orientados têm maior escolaridade e maior renda. Outro fator de alteração é a questão de gênero. A maioria das mulheres está entre a categoria das decididas, orientadas e também das pessimistas. “Talvez elas estejam neste último grupo pelo fato do caráter social que envolve o assunto”, afirmou.
 
 
 
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