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Ambientalistas soltam 70 mil peixes no rio Piracicaba
Felipe Poleti
12/01/2018 11h35
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Setenta mil alevinos (filhotes de peixes) da espécie Piracanjuba foram soltos anteontem no bairro Tanquã. A ação foi realizada pelo Instituto Beira Rio e Aperp (Associação dos Pescadores Esportivos do Rio Piracicaba e Afluentes), em parceria com AES-Tietê. Os ambientalistas explicam que a soltura de peixes em idade juvenil faz parte de um programa de repovoamento da fauna do rio Piracicaba e tem como meta o despejo de um milhão de alevinos de diversas espécies nativas da bacia hidrográfica do rio Piracicaba até o ano de 2019.
 
Presidente do Instituto Beira Rio, Luis Fernando Magossi, também conhecido como Gordo do Barco, diz que a entidade tem como objetivo principal a luta pela preservação do rio Piracicaba, combatendo a pesca predatória, a degradação das áreas de preservação permanente e a poluição que afetam a fauna e os recursos hídricos na bacia hidrográfica do Piracicaba. “Esta ação foi um presente que recebemos, já que estes alevinos não estavam na programação anual de soltura da concessionária AES, a quem agradecemos, em nome do biólogo Silvo dos Santos, responsável pela criação destes peixes”, destacou.
 
Segundo informou a assessoria da AES Tiête, a ação contempla a agenda anual de repovoamento de rios e contou, também, com o apoio dos moradores da região. A concessionária lembrou que os alevinos fazem parte do Programa de Manejo Pesqueiro da AES Tietê Energia e que repovoa, anualmente, 2,5 milhões de alevinos nos rios Tietê, Pardo e Grande. “Nas estações de hidrobiologia e aquicultura, das usinas de Barra Bonita e Promissão, são cultivados peixes do tipo Curimbatá, Dourado, Pacu-Guaçu, Piapara, Piracanjuba e Tabarana”, informou.
 
MAIS PEIXES — De acordo com Magossi, a primeira soltura oficial do programa anual de repovoamento dos rios da região acontecerá dia 2 de fevereiro. “Já é rotina esta soltura, pois marca o início da programação do tradicional passeio de barco do rio Piracicaba, que será em 3 de fevereiro. Nesta data, está prevista a soltura das espécies Pacu e Curimbatá”, lembrou. As outras solturas acontecem em abril e maio e abrangerão as espécies Piracanjuba, Pacu e Dourado.
 
CONSCIENTIZAÇÃO — Para o presidente do Instituto Beira Rio, só a soltura não é suficiente para garantir a qualidade na fauna do rio Piracicaba. “Nós fazemos a nossa parte e um pouco mais, principalmente com os arrastões e diversas ações de limpeza do rio. No entanto, a qualidade da água aqui em Piracicaba é o que nos preocupa. Temos uma boa coleta e tratamento de esgoto, mas os municípios que estão acima de nós no rio não tem. Nesse sentido é que cobramos as autoridades para que o nosso rio volte a ser vistoso e cheio de peixes como antigamente”, afirmou.
 
Segundo ele, o trecho mais preocupante e que precisa de atenção especial é o Ribeirão do Quilombo.
 
 
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