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Vereadora mantém decisão de retirar título dado a Lula
Walter Duarte
14/02/2018 15h25
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A Câmara de Piracicaba deve retomar na próxima semana uma discussão polêmica iniciada no final do ano passado: a revogação do título de cidadão concedido ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No dia 19 vence o prazo de cinco sessões de adiamento definido pelos vereadores na última reunião de 2017. Autora da proposta, a vereadora Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (PPS), garante que não desistirá de vê-la em votação.
 
“Eu não vejo motivo para retirar. É uma pessoa condenada pela Justiça, hoje em segunda instância. O plenário vai decidir e o que ele decidir eu vou acatar”, afirmou a parlamentar em referência a decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federa da 4ª Região), que considerou o petista culpado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e lhe aplicou uma pena de 12 anos de prisão. Quando a revogação foi proposta, ele havia sido condenado apenas em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro. 
 
Lula se tornou cidadão piracicabano em 2013, através de um projeto de decreto Legislativo do então vereador José Antonio Fernandes Paiva. O ex-presidente, no entanto, nunca retirou a honraria. 
 
O projeto de lei que revoga a honraria foi protocolado dias antes de uma visita do ex-presidente a Piracicaba para um evento da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Público do Estado de São Paulo). Na época, houve a disseminação de um boato nas redes sociais de que a Câmara realizaria, durante a visita, uma cerimonia oficial de entrega do título. A notícia foi desmentida pelo Legislativo. 
 
O texto recebeu parecer favorável da CLRJ (Comissão de Legislação, Justiça e Redação) na mesma semana em que foi protocolado e acabou incluído na pauta da última sessão ordinária. A velocidade na tramitação, no entanto, justificou o pedido de adiamento. 
 
Após a proposta sobre o título de Lula, o vereador Laércio Trevisan Júnior (PR) decidiu propor o cancelamento dos títulos dados a outras duas pessoas: o senador José Serra (PSDB) e o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marco Polo Del Nero.
 
“Eu assinei, em público, o projeto para revogar o título do Lula, mas estou pedindo coerência aos meus colegas. O Del Nero é investigado pelo FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos), não pode sair do país. Já o Serra está na lista da Odebrecht (empreiteira que fechou acordo de delação premiada), acusado de receber R$ 23 milhões. Ou vale para todo mundo ou não vale para ninguém”, afirmou o parlamentar. Os projetos de Trevisan ainda não receberam parecer da CLRJ.
 
 
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