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Fausto Longo será confirmado deputado italiano na quinta-feira
Felipe Poleti
12/03/2018 11h57
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O piracicabano Fausto Longo pode ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados na Itália na próxima Legislatura (2018-2022). Em visita a redação do JP, o político informou que conquistou mais de 9 mil votos nos países da América do Sul nas eleições que se encerraram no dia 4 de março. De acordo com Longo, a aclamação oficial dos vencedores acontecerá dia 15 de março, na Itália. Além de Longo, o brasileiro Luis Roberto Lorenzato também deve garantir uma vaga no Parlamento italiano, segundo os resultados preliminares. 
 
Longo explicou que o Parlamento italiano reserva quatro cadeiras na Câmara e duas no Senado para a circunscrição da América do Sul. Os parlamentares são eleitos por quem tem cidadania italiana e vive nesta região. A Câmara italiana é composta por 630 deputados, já o Senado reúne 320 parlamentares. O voto na Itália não é obrigatório. Nesta legislatura nenhum representante do Brasil ocupará cargo no Senado, o último a ter vaga nesta casa foi Longo na legislatura passada. “Sinto-me feliz e honrado por ter recebido novamente o voto desses eleitores. Estar no Parlamento Italiano é, para mim, ocupar uma posição que me permite efetivamente contribuir para uma real mudança de patamar da humanidade em relação à solidariedade”, afirmou.
 
O que lhe preocupou nesta eleição foi o baixo índice de pessoas que votaram. Dos 390 mil aptos, pouco mais de 100 mil exerceram o voto. “É preocupante. Acredito que falta um pouco mais de consciência de quem tem a cidadania italiana reconhecida”. Além disso, outro fator que gerou menor participação, conforme explicou Longo, é que muitos não votaram por não terem recebido as cédulas do consulado. 
 
Político de centro-esquerda e filiado ao PSI (Partido Socialista Italiano), Longo foi eleito pela coligação com o PD (Partido Democrático) pela segunda vez e deve aplicar seu conhecimento junto ao Senado nas discussões da Câmara. Entre as lutas que Longo pretende “travar” é o “Ius Soli”, que é o direito dos filhos de estrangeiros, que nasceram na Itália, de ter garantido o reconhecimento da cidadania. “Além disso, vou propor leis para aperfeiçoar a rede consular dos países sulamericanos com a Itália”.
 
 
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