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Vereador ameaça ‘rachar’ cabeça de funcionário
Da redação
12/03/2018 12h26
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O vereador Osvaldo Shiavolin, o Tozão (PSDB), criticou o atendimento que recebeu de um funcionário público na prefeitura e disse que gostaria de “bater a cabeça dele” e “rachar no meio”. A afirmação ocorreu na reunião da Câmara de quinta-feira. O vereador divulgou o nome do funcionário, que atua no Departamento de Administração Fazendária, e disse que pretende protocolar uma representação contra ele. Uma sindicância para apurar o caso será aberta pela prefeitura.
 
Tozão afirma que teria ido à prefeitura acompanhado de um produtor rural, para ajudá-lo a dar entrada em um pedido de não pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). “Quero deixar aqui pessoal o meu profundo desgosto com uma pessoa de lá da prefeitura. Que trabalha no guichê 5 do térreo 2. Uma pessoa que, certamente, não deveria estar ocupando aquele espaço”, afirmou Tozão na tribuna do Legislativo. 
 
Em seguida, o vereador elevou o tom. “Queria falar muitas coisas, mas estou tão nervoso e bravo com essa pessoa que, se possível, eu queria bater a cabeça dela aqui em cima para rachar no meio. Uma pessoa dessa não deve trabalhar em lugar público”, criticou.
 
Em entrevista ao JP sexta-feira, o parlamentar afirmou que o funcionário teria sido rude durante o atendimento e se negado a protocolar o pedido. Tozão e o produtor rural teriam rido da situação “para não chorar”, o que teria irritado o funcionário público. “Ele foi fazer um papel e ficamos rindo da nossa situação, rindo para não chorar, mas não rindo dele”. Segundo o vereador, o funcionário pegou os papéis, jogou em cima da mesa e falou para que fizesse o protocolo diretamente com o prefeito.
 
Questionado se houve exagero em sua fala, o vereador disse que sim, mas minimizou o caso. “Eu tenho certeza que houve exagero. Se não sabe fazer (o serviço), era só falar. Na hora deu vontade de voar para a garganta, mas sei que um bom diálogo resolve isso. Foi nervosismo, fiquei com muita vontade, mas não fiz”, justificou. 
 
O JP telefonou na prefeitura para falar com o funcionário, mas ele estava em “trabalho externo”. A reportagem mandou uma mensagem no Facebook dele, mas não houve resposta até o fechamento. A prefeitura informou, em nota, que o “vereador Tozão foi recebido na chefia de gabinete e encaminhado para o secretário de Administração, Erotides Gil. Ficou acertado que o vereador formularia a denúncia por escrito e será aberta uma sindicância”.
 
Já a assessoria da Câmara disse que o pronunciamento “não constitui uma opinião institucional” da Casa. “Como parlamentar, o vereador tem a responsabilidade de seus posicionamentos e prerrogativas.” 
 
Para o advogado criminal e especialista em direito e processo penal, Ralph Tórtima Filho, embora a colocação seja “infeliz” e “bastante agressiva”, não configura nenhum ilícito. “Ele expressou o sentimento que ele teve, não algo que ele vá fazer. Agora, se eventualmente ele tiver se excedido ou falseado suas colocações, aí sim poderia responder tanto civilmente quanto penalmente”, afirmou.
 
 
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