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Polícia Federal faz operação no Ipasp para apurar fraudes em fundos
Da redação
13/04/2018 12h38
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A PF (Polícia Federal) cumpriu ontem um mandado de busca e apreensão na Operação Encilhamento, segunda fase da Operação Papel Fantasma. A ação apura fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdência municipal em fundos de investimentos em papéis sem lastro, emitidos por empresas de fachada. O alvo foi o Ipasp (Instituto de Previdência e Assistência social dos Funcionários Municipais de Piracicaba), que negou irregularidades. Mandados também foram cumpridos em outras cidades da região: Hortolândia, Jundiaí, Paulínia e Rio Claro. 
 
Em Piracicaba, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no Ipasp. Em Hortolândia e Paulínia foram cumpridos um mandado cada, enquanto em Jundiaí teve dois. Já Rio Claro teve um mandado de busca e apreensão e outro de prisão, mas a Previdência de Rio Claro não foi utilizada no esquema, mas a cidade abrigava empresas investigadas, segundo a PF de São Paulo. 
 
Foram identificados 28 institutos de previdência municipais e estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimentos. “Estes investiram em fundos que, direta ou indiretamente, adquiriram papéis sem lastro. Foram identificados o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência e elementos que apontam para corrupção de servidores ligados a alguns Institutos de Previdência”, informou a PF. 
 
Policiais federais e auditores-fiscais da Receita Federal cumpriram 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, nos estados de SP, RJ, MG, PR, MT, SC e GO. 
 
“Estima-se que as debêntures emitidas por empresas de fachada ultrapassam o valor de R$ 1,3 bilhão. No 2º semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões em apenas oito destes fundos, dinheiro que, em última análise, destina-se ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais”, apontou a PF. 
 
Os investigados responderão por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As penas variam de 2 a 12 anos de prisão. 
 
 
COLABORAÇÃO— Em nota, a assessoria de imprensa do Ipasp confirmou que a ação ocorreu na unidade. Porém, ressaltou que nenhuma irregularidade foi constatada. “A Polícia Federal esteve nesta manhã (12/04) no Ipasp para investigações acerca da Operação Encilhamento, que envolve análise de investimentos em institutos municipais de previdência de vários estados brasileiros. O Ipasp colaborou com a investigação e nenhuma irregularidade aparente foi constatada. Todo e qualquer material apreendido será encaminhado a São Paulo para análise mais profunda”, disse o Ipasp.
 
 
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