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Moradores do Pereirinha reivindicam melhorias
Da redação
17/05/2018 16h13
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Os moradores da Comunidade Pereirinha, localizada no bairro Santo Antônio, reivindicam melhorias ao poder público. A lista de reclamações é extensa. A começar pela quantidade de lixo exposto, da água parada e do esgoto a céu aberto. 
 
Maria Aparecida dos Santos, 45 , mora na comunidade há quatro anos, com uma neta e quatro filhos. Ela destaca algumas das dificuldades enfrentadas por eles. “Estamos no meio do lixo. Às árvores estão caindo e está tudo desmoronando”, conta Maria. 
 
Os moradores apontam uma cratera que se formou entre os barracos. Segundo eles, a chuva abriu o buraco gigantesco, que está acumulando água e lixo. 
 
De acordo com a comunidade, a prefeitura esteve apenas uma vez no local para realizar a limpeza, mas não foi concluída. “Moramos aqui, mas estamos com medo de contaminação e de doenças. É muita sujeira”, desabafa Mari Moura, 27, moradora da comunidade há quatro anos. Os moradores relatam que a Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba) e vereadores também estiveram na comunidade para ouvir as reclamações. “Prometeram tantas coisas para nós que não acreditamos em mais nada” disse uma adolescente que preferiu anonimato.
 
Segundo os moradores, as autoridades prometeram a urbanização ou a transferência de aproximadamente 70 famílias para o bairro Santa Fé.
 
“A luta da gente é por uma moradia digna, que é o nosso direito como cidadão. Se eles vierem limpar o buraco e a nascente, eu já ficaria feliz, porque, apesar das dificuldades, eu gosto daqui, afirmou Maria Aparecida.
 
Também de acordo com os reclamantes, os agentes comunitários de saúde de combate à dengue nunca estiveram no local. “Tem muita água suja parada. É provável que todos os mosquitos da dengue que têm na cidade, tenham saído daqui, mas ninguém se importa,” desabafa Mari.
 
O local também é infestado por cobra e por escorpião. “Eu abro a porta do meu barraco e me deparo com uma cobra, eu tenho criança pequena” disse a adolescente.. 
 
O vendedor autônomo, Paulo Afonso, 55, disse que a sua luta é pela limpeza da nascente Água dos Macacos. “O meu bater de frente é com a limpeza da nascente, do jeito que está não tem como ficar”, disse Afonso.
 
A Emdhap esclareceu que, em dezembro de 2013, famílias foram removidas para o empreendimento Santa Fé. Na época, existiam apenas 21 barracos, que foram devidamente demarcados. A equipe multidisciplinar da Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) realizou uma visita na área em julho de 2017 e fez a limpeza manualmente com retirada de lixo e galhos. A comunidade está localizada em área que impossibilita a entrada de máquinas. A intenção, segundo a Emdhap, é realizar a regularização fundiária desse núcleo informal e, posteriormente, fazer a urbanização. Todavia, a regularização depende de recursos orçamentários e financeiros.
 
 
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