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Arara Canindé pousa em árvore e vira atração no Centro
Da redação
14/06/2018 13h15
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(Amanda Vieira/JP)
 
Uma arara da espécie canindé chamou a atenção de quem passou, na terlça-feira pela manhã, na esquina das ruas do Rosário com a São José, no Centro. A ave pousou às 8h em uma árvore em frente ao anexo da Câmara e ficou no galho até as 14h. O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer a captura do animal. Uma equipe foi até o local e constatou que não havia riscos e que a arara estava aparentemente bem, sem ferimentos e em condições de voar, por isso, não foi capturada. O diretor do Zoológico Municipal Paraíso das Crianças, o veterinário Thiago Vilalta, disse que o zoo não tinha condições materiais de fazer a captura e descartou que a ave exótica tenha fugido do local. Ele disse que o zoológico poderia acolher o animal caso ele fosse capturado. 
 
De acordo com os funcionários da Câmara, a ave chegou por volta das 8h. Ela permaneceu na árvore pulando de galho em galho. A ave, segundo os servidores, não aparentava estar assustada, muito menos machucada. Por volta das 11h, um dos funcionários deixou uma banana em um dos galhos para que ela se alimentasse. Indiferente à movimentação dos pedestres que fizeram questão de registrar o fato raro pelo celular, a arara permaneceu na árvore. 
 
Algumas pessoas se arriscavam a dizer o sexo e a origem da ave que é uma espécie exclusiva da fauna brasileira. “ É um macho e está à procura da companheira dele”, afirmou a dona de casa Ivanete Maria Feliciano. Sobre o sexo da arara, ela explicou que a diferença está no formato da cabeça. “O macho tem a cabeça maior e a fêmea é mais delicada”, disse. Segundo Ivanete, a ave estava à procura da companheira, pois, segundo ela, as araras “só andam em casal”. 
 
 
RISCOS — A veterinária Nathália Trevilin Sant‘Anna, especialista em animais silvestres e exóticos, destacou os riscos que o animal está exposto na cidade. A arara possui uma anilha (anel de metal usado na marcação individual de aves), o que pode indicar que ela é criada em cativeiro. De acordo com a veterinária, a permanência da ave na área urbana a coloca em risco de predação tanto por parte do ser humano, como de outros animais, como cães, gatos e gaviões - estes últimos são predadores das araras. “Já verificamos que a cidade possui muitos gaviões que podem predar a arara”, explicou a médica. Quanto ao ser humano, Nathália disse que o fato de ser uma ave exótica e ter um valor agregado, pode chamar a atenção de pessoas que queiram capturá-la para comercializar a ave, o que é crime.
 
Outra questão levantada pela veterinária é quanto aos riscos de doenças.” Se o animal é de cativeiro, não está acostumado com os desafios do meio ambiente . Na área urbana existem muitos pombos e eles têm muitas doenças que podem passar alguma coisa para a arara. O fato de ela estar exposta na natureza pode baixar a imunidade e contrair uma infecção bacteriana ou parasitismo”, explicou. 
 
A veterinária disse que pelo fato de a ave ser anilhada é possível identificar o proprietário, caso ela seja capturada. “ Pelo número da anilha é possível chegar aos proprietários porque ela também tem microchip. Eu trabalho com criadores e além da anilha nós colocamos o microchip em cada ave. A numeração vai junto com a nota fiscal que fica com cópia no Ibama. Por isso é possível encontrar o dono via nota fiscal”, afirmou. A arara deixou a árvore em que estava, na frente da Câmara, por volta das 14h. Ela foi em vista na tarde de ontem na região da Pinacoteca, também na região central. 
 
 
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