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Nível do rio Corumbataí está próximo do limite
Rodrigo Guadgnim
11/07/2018 07h14
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(Claudinho Coradini/JP)
 
Há 99 dias sem chuva agrícola (acima de 10 mm em um único dia) e com mais dois meses de estiagem pela frente, o nível do rio Corumbataí está próximo do limite. O Semae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) retira 1,8 metro cúbico (1,8 mil litros) por segundo de água do Corumbataí para abastecer 85% da cidade de Piracicaba. A vazão do manancial ontem era de 2,37 m3/s, ou seja, apenas 0,57 m3/s a mais que o volume captado pela autarquia. Segundo a Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), não há previsão de chuvas significativas para os próximos dias. Julho e agosto são historicamente os meses mais secos do ano.
 
 O nível do Corumbataí é menor agora que o observado nos mesmos períodos de 2014 e 2015, os “anos da crise hídrica”. O presidente do Semae, José Rubens Françoso, evitou alarmismo, mas pediu a colaboração da população . “O Semae está sempre preocupado com a quantidade e com a qualidade de água. As vazões estão em níveis inferiores aos registrados em 2014 e 2015 e, devido a estes fatores, solicitamos que a população faça o uso consciente da água. É importante ressaltar, no entanto, que em 2014 e 2015 não houve necessidade de racionamento”, informou Françoso, em nota.
 
Segundo o Semae, o nível considerado limite é diretamente proporcional à vazão que capta (1,8 m3/s). “A partir dessa vazão, não teríamos água para abastecer a cidade na sua totalidade”, informou a autarquia, em nota encaminhada ao Jornal de Piracicaba. O Semae enfatiza que “isso nunca aconteceu”. Na prática, significa que, caso o nível do Corumbataí baixe até o limite da captação máxima, o Semae terá de captar a vazão total do manancial, que deixará de contribuir com o Piracicaba, do qual é afluente. 
 
A chuva de ontem não aliviou as captações, uma vez que nem chegou a ser registrada pela estação meteorológica da Esalq. Significa que ficou abaixo de 1 mm no ponto de medição. “Já são 98 dias de estiagem (chuva menor que 10mm).Os meses de julho e agosto são, historicamente, os mais secos. As previsões não apontam mudança de cenário. Chuvas em volumes suficientes para alterar vazões de rios e armazenamento de água no solo deverão ocorrer a partir de setembro. A condição prejudicou e segue penalizando a agricultura, especialmente cana-de-açúcar, que apresenta queda da produtividade”, afirmou o professor Felipe Gustavo Pilau, do departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq. Em junho, choveu apenas 8,9 mm e a média do mês é 40 mm. Em julho ainda não choveu e a média história do mês é de 23 mm. 
 
 
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