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Pais de pacientes lamentam fim de Equoterapia da Esalq/USP
Raquel Soares
11/07/2018 09h04
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Pais de beneficiados do projeto de Equoterapia da Esalq/USP de Piracicaba (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), criado há 18 anos, lamentaram a suspensão por tempo indeterminado do projeto devido ao término de parceria de 15 anos com a Secretaria de Saúde. O programa atendia cerca de 36 pessoas portadoras de necessidades especiais de famílias carentes do município. A prefeitura informou que o serviço será retomado por entidade assistencial que vencer licitação.
 
Auricélia Nogueira do Nascimento, 37, contou que seu filho, José Aurélio, 10, realizava o tratamento há 5 anos e a terapia o ajudou a melhorar a postura. “Ele não segurava bem o tronco, não conseguia sentar e hoje, graças a terapia, ele já consegue sentar e melhorou muito na escola. Ele chorou muito quando contei que o projeto tinha acabado, nos prejudicou muito”, desabafou Auricélia. A mãe afirmou não ter condições de pagar pelo tratamento em uma clínica particular. “Vivo de um salário mínimo, a terapia custa mais de R$ 520, não temos condições nenhuma”, contou a mãe de José.
 
Ivanilde Nali, 37, mãe de Isabelly, de oito anos, que tem paralisia cerebral, também lamentou a suspensão do projeto. “Tem três anos que ela participa da equoterapia, e, nesse tempo, ela parou de babar e melhorou muito a postura. O cancelamento afetou muito a nossa família porque ela gostava muito do ambiente, dos animais, fazia muito bem pra ela”, explicou Ivanilde, que torce para que o projeto seja retomado.
 
A equoterapia é um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo em uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação.
 
Segundo o coordenador Claudio Maluf Haddad, o projeto era realizado com a ajuda de profissionais nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, equitação e voluntários. Alguns dos atendidos tinham diagnósticos como o de paralisia cerebral, síndromes genéticas (ex: síndrome de Down), microcefalia, autismo, traumatismo craneoencefálico, traumatismo raquimedular, acidente vascular encefálico, parkinson, deficiência visual, esquizofrenia, hiperatividade, entre outras. “A equoterapia acelera em 15% o tempo de cura do paciente”, relatou o professor.
 
OUTRO LADO—A prefeitura informou que as atividades de Equoterapia com os pacientes não serão suspensas. De acordo com o Marco Regulatório, a prefeitura abrirá um processo de licitação e a entidade assistencial vencedora assumirá os serviços. A licitação deverá ser concluída ainda neste mês. A Prefeitura também ressaltou que a Esalq prestou um brilhante trabalho aos pacientes nesses 18 anos. (Colaborou Felipe Poleti) 
 
 
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