Cíntia Pinotti recebe título de Cidadã Piracicabana

Maestrina receberá homenagem hoje, às 19h30, na Câmara. (Foto: Gerard Waller/Esalq)

Hoje, a maestrina Cíntia Maria Annichino Pinotti recebe o título de Cidadã Piracicabana. A iniciativa, de autoria do vereador maestro Jonson, reconhece as contribuições da regente para a cena musical de Piracicaba. A solenidade será às 19h30 no Salão Nobre “Helly de Campos Melges” da Câmara dos Vereadores e é aberta aos interessados.

Nascida em Capivari, filha do advogado e bancário Nelson e da pianista Adelina, Cíntia chegou em Piracicaba ainda na infância, quando já vivenciava o universo musical. “Meu pai pediu transferência para Piracicaba porque sabia que aqui havia a Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle’, a Empem, uma referência. Assim começou a nossa vida artística, já que eu tinha aula de musicalização com a minha mãe desde os três anos. Então a minha primeira língua foi a música, pois quando entrei na escola, aos 7 anos, fazia leitura musical perfeitamente, mas só sabia escrever meu nome”, conta a homenageada.

Na Empem foi aluna de piano, clarineta, canto e matérias teóricas e aos 16 anos já ministrava aulas na escola. As expressões artísticas, aliás, estão presentes em toda a família, já que a maestrina tem duas irmãs profissionais da música, Sílvia (oboísta e corne-inglês) e Gláucia (violinista), além do irmão Lauro, arquiteto e cineasta. “Minha influência musical vem da avó materna, violinista que integrava a orquestra da família para o cinema mudo e do avô paterno que foi músico de banda”, lembrou.

Cíntia Pinotti é mestre em Musicologia pela USP (Universidade de São Paulo) e graduada em Clarineta e Regência pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Em São Paulo, foi regente do Coral USP e então voltou para Piracicaba para trabalhar com os conjuntos de orquestra na Empem e, no final de 1996, foi aprovada em concurso na Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”).

Desde 1998, atua como Regente Titular e Diretora Artística Esalq, coordenando o Coral Luiz de Queiroz, Coral Luiz de Queiroz-Noite, Grupo Vocal Luiz de Queiroz e Orquestra Esalq. Em seus projetos, a relação com a cultura piracicabana se mostra íntima. “Já atuei com muitos corais e grupos musicais, sempre contando a história, a cultura e o folclore de Piracicaba e do Brasil. A cidade de Piracicaba tem um a característica cultural muito marcante e isso permitiu ampliar esse repertório e trabalhar isso dentro da universidade. Aliás, o Serviço de Cultura e Extensão estimula esse trabalho, que une estudantes funcionários e membros da comunidade externa”, comenta.

Sobre o título de Cidadã Piracicabana, a maestrina diz estar grata, porém, surpresa. “Para muita gente que conheço é uma surpresa eu não ser piracicabana e essa iniciativa é muito gratificante, me faz pensar que serei piracicabana de fato. Tenho a alegria dizer que sou de Capivari, mas é emocionante ter esse reconhecimento na cidade em que posso desenvolver meu trabalho e de alguma maneira contribuir com a cultura local e com a valorização das pessoas”

Da Redação