Cinzas de José Brasil na Rua do Porto

música (Foto: Divulgação)

Presença constante no cenário musical piracicabano, de outras cidades paulistas, dos estados do Rio de Janeiro, do Paraná entre as décadas de 70 a 90, José Carlos de Godoy Brasil, encantava o público com sua técnica instrumental e voz melódica. O violonista, tecladista, arranjador e cantor, morreu no dia 10 de dezembro, aos 81 anos. Além da paixão pela música, o paraibano de Campina Grande era apaixonado por Piracicaba, cidade escolhida para morar com a família desde a década de 60.

Como última homenagem ao pai, Alex Ricardo Brasil, um dos quatro filhos do artista, diz que as cinzas do músico serão dispersas na Rua do Porto, lugar que José Carlos Brasil amava. “Vamos fazer um encontro com pessoas da família, amigos mais próximos, em janeiro, mas ainda não definidos a data”, afirma Alex Brasil.

Brasil lembra que o pai era

um dos mais requisitados músicos para recepções, almoços e jantares sonoros, casamentos, formaturas, bailes. “Por muitos anos foi também o músico oficial da base aérea de Pirassununga, atuando nos eventos promovidos pela aeronáutica, inclusive nas visitas dos presidentes da República e ministros de Estado”, conta.

Em agosto de 2017, em reconhecimento ao trabalho artístico, a Ordem dos Músicos do Brasil concedeu a José Carlos Brasil diploma de consagração.

Brasil tocou ao lado de músicos consagrados, como Araquém Peixoto – trompetista, irmão de Cauby – e Cobrinha. “No violão, amava a Bossa Nova. Simplesmente dominava o instrumento”, relembra Alex Brasil.

Além de músico profissional, José Carlos Brasil foi funcionário público do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool). “Meu pai também atuou como operador de projeção, por amor ao cinema. Manteve entre 1964 e 1971, um cinema fixo em Santa Teresinha. Percorria outros distritos e bairros afastados, levando cinema itinerante, graças ao projetor portátil em 16 milímetros que adquiriu. Minha mãe (Esther Maria Zen Brasil), diz que esse cinema nunca deu um lucro que valesse todo o esforço. Meu pai, de tão generoso que sempre foi, deixava as pessoas entrarem sem pagar”, recorda-se Alex Brasil. “Por isso, relembrarmos a trajetória dele é uma forma de homenageá-lo”, completa.

(Eliana Teixeira)