Clube Coronel Barbosa cobra ação sobre moradores de rua

ação Várias pessoas passam a noite debaixo da marquise. ( Amanda Vieira / JP)

Nos últimos anos, em Piracicaba, devido a crise econômica está mais perceptível o registro de pessoas em situação de rua, principalmente, no centro da cidade, como é o caso do Clube Coronel Barbosa. De acordo com a diretoria do clube, é comum ver de oito a 15 pessoas passando a noite ­ e até ficando o dia todo ­ em baixo da sua marquise e do Teatro São José, situação que tem trazido “problemas” aos que circulam naquela região.

Conforme explicou Reinaldo Pousa, presidente do clube, a intenção da reclamação ao JP não é de retirar os moradores de rua e levá-los para outro lugar qualquer, mas sim que a prefeitura tome a iniciativa de dar oportunidades e que busque colocá-los em abrigos especiais. “O Coronel Barbosa e o Teatro São José são espaços considerados como ‘uma das maravilhas’ de Piracicaba e a situação tem depreciado não só o local, mas o centro como um todo. Além disso, comerciantes e entidades que fazem eventos aqui, como bingos e bazares, perceberam queda na arrecadação nestas ações devido a presença deste público na porta do clube”, afirmou.

Responsável pela abordagem de moradores de rua, a Semdes (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social) informou que tem conhecimento da situação e que o Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social) realiza busca frequente por toda a cidade “inclusive no local citado”. “As pessoas que permanecem em situação de rua no local já estão sendo acompanhadas pela rede de atendimento e são orientadas diariamente quanto a higiene do lugar e o uso adequado referente aos espaços públicos, porém, muitos não aceitam as orientações”, informou a pasta.

Segundo a Semdes, é praxe do Seas realizar orientações aos comércios e aos populares sobre o acionamento da Segurança Pública em caso de ocorrência de delitos ou em caso de acúmulo de lixo, colchões, sofás e outros objetos a orientação as pessoas é de acionar a Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente), responsável pela limpeza pública.

Além dessa situação, o presidente do Clube lembrou da falta de organização de entidades, ONGs e igrejas que costumam ajudar moradores de rua.

“A Semdes informou que não pode interferir na demanda do trabalho das entidades que realizam esta distribuição já que “constitucionalmente eles têm a liberdade de se associarem e desenvolverem qualquer tipo de atividade, desde que não seja ilícito” e reforçou que a prefeitura tem serviços públicos disponíveis a esta população, onde eles podem “tomar banho, lavar roupas, se alimentar e pernoitar em camas, com cobertores, mantendo a dignidade da pessoa humana, em especial em momentos de inverno.

DENÚNCIAS — Casos de situação de rua podem ser denunciados a prefeitura pelos telefones: (19) 9.9705-4663 ou 3422-9943.

(Felipe Poleti )