Com 1.256 casos, Piracicaba já vive uma epidemia de dengue

Prefeitura acredita que número de casos deve diminuir com a chegada do frio (Claudinho Coradini/JP)

Com 1.256 casos positivos, a cidade de Piracicaba já enfrenta uma epidemia de dengue. O estágio epidêmico foi confirmado ontem pelo coordenador do Plano Municipal de Combate ao Aedes aegypti, Sebastião Amaral Campos, o Tom. Segundo ele, a expectativa é de que o número de novos casos da doença tende a diminuir devido a diminuição da reprodução do mosquito vetor devido a queda das temperaturas, com a chegada do inverno.

Conforme noticiado na semana passada pelo Jornal de Piracicaba, a cidade estava no limite de uma epidemia, na ocasião com 1.024 pacientes infectados. “Estamos com 1.256 casos atualmente, número considerado epidêmico para Piracicaba, porém, estamos entrando num período mais frio e seco o que – com certeza – é um fator limitante para a reprodução do mosquito Aedes, portanto, o número de casos já está diminuindo”, constatou.

De acordo com um levantamento feito pelo Plano Municipal, os bairros com maior incidência da doença são Algodoal, Santa Teresinha, Vila Independência, Jaraguá, Novo Horizonte, Cidade Alta, São Dimas, Vila Rezende e a região central da cidade.

Nesses núcleos, as equipes têm intensificado as ações de nebulização e retirada de criadouros do mosquito. Campos destaca que, apesar de constatada a situação de epidemia, as ações das equipes que atuam no combate ao mosquito, seguem normalmente na cidade.

De acordo com ele, as chuvas e as altas temperaturas registradas nos últimos dias, contribuíram para a reprodução do mosquito, o que deve reduzir com as baixas temperaturas a partir de agora. “Neste ano, devido ao aumento das chuvas em relação ao ano passado tivemos muito mais casos confirmados que em 2018”, afirmou Tom ao comparar as estatísticas atuais com a dos 12 meses de 2018 quando a cidade registrou apenas 12 casos de dengue.

CUIDADOS

A população deve estar atenta aos fatores que contribuem para a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Para isso, a orientação das equipes e que se evite o acúmulo de água em quaisquer recipientes, por isso, é necessário evitar potenciais criadouros do mosquito como garrafas, pneus, utensílios que possam acumular água parada.

Beto Silva