Com chegada do Hospital do Câncer, Ilumina se prepara para criar fundação

O marco inicial das obras de construção do Hospital Ilumina de Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer da Associação Ilumina aconteceu na manhã de ontem, com a instalação da pedra fundamental e selamento de uma urna do tempo, a ser aberta daqui 25 anos. O ato solene foi realizado no loteamento Altos do Taquaral, na Pompeia. As obras de terraplanagem começaram em dezembro e ontem teve início as intervenções na fundação do prédio do hospital, cujo foco é reduzir de 80% para 10% o diagnóstico tardio da doença. Agora, o próximo passo é capacitar a associação, para que se torne uma fundação.
 
Conforme explicou a médica e presidente da Associação Ilumina, Adriana Brasil, além da unidade — que está em uma área de 10 mil metros quadrados, na rua Arduce Honório de Aguiar, s/n — haverá uma carreta móvel para a realização de exames e rastreamento ativo organizado. “O principal desafio é o aumento do custo que a entidade vai ter, que sairá de R$ 700 mil para R$ 2,4 milhões ao ano, precisamos inovar para dar sustentabilidade ao projeto”, disse.
 
Para a construção do hospital, a Ilumina recebeu R$ 27,5 milhões, provenientes de verbas do acordo de indenização coletiva do caso de contaminação do solo em Paulínia (conhecido como caso Shell-Basf). A aplicação do recurso foi determinada em novembro pela 15ª região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-15), em Campinas, e contou com apoio da prefeitura, que doou o terreno, e da Câmara, que aprovou, por unanimidade, a instalação da unidade.
 
Adriana Brasil lembrou que os próximos meses serão de novos desafios, já que estão em processo final de capacitação e profissionalização nos funcionários que atuam na área de captação de recursos da entidade. “Por isso que peço ao povo piracicabano que abrace a nossa causa. Dentro de 30 dias daremos início a um novo tipo de telemarketing da Ilumina, porém, reforçamos que as doações ainda podem ser feitas pelo nosso site, motoboy e na sede da entidade”, completou. 
 
De acordo com Adriana, esta capacitação foi uma cobrança do MPT (Ministério Público do Trabalho), que em breve deve ser responsável pela fiscalização do dinheiro doado e investido na entidade. “Estamos em um processo de transformação de associação para Fundação Ilumina. Isso é importante para nós, pois ficaremos sob visão direta do MPT, o que nós dará muito mais credibilidade e acesso a outros tipos de fundos para financiar o projeto.”
 
O ato contou com a presença do presidente do Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, do prefeito Barjas Negri, do desembargador do TRT-15, Fernando da Silva Borges, e do procurador do Ministério Público do Trabalho, Ronaldo Lira.