Com quase 70 anos, praça Imaculada Conceição acumula sérios problemas

Na Vila Rezende fica a Praça da Imaculada Conceição, que tem 67 anos. Apesar de ser bem arborizada e um local agradável, a área pública passa por um processo de degradação e acumula problemas. A principal queixa é a deterioração do banheiro público, que é muito utilizado pelos consumidores e precisa de reformas. Piso irregular, com formação de buracos, bancos quebrados e iluminação deficitária são outros problemas que incomodam os vendedores ambulantes e os comerciantes. O ideal seria a revitalização de todo o espaço. A praça também é habitada por pessoas em situação de rua, que ocuparam o coreto e um quiosque desativado, e que sobrevivem de esmolas e como flanelinhas.
 
As principais queixas são quanto ao prédio que abriga os banheiros públicos masculino e feminino, que está pichado, com a pintura descascada e com as paredes emboloradas. No interior dos sanitários, as portas estão enferrujadas e as paredes com infiltrações. Contudo, há um estudo da prefeitura para a sua derrubada (leia mais nesta página).
 
A responsável pela limpeza, que pediu anonimato, informou que o banheiro é frequentado por pessoas que utilizam as barracas com comidas de rua, a lotérica, os bancos, a agência dos Correios e as missas e os noivos que se casam no Cartório de Registro Civil. Depois que foi restrito o horário de funcionamento, das 7h às 17h, cessaram as reclamações de uso dos banheiros como dormitórios. Contudo, à noite, desconhecidos urinam e defecam nas proximidades do banheiro, o que gera mau cheiro.
 
Estabelecido há 16 anos na praça, o vendedor ambulante Roberto Santana de Oliveira, 30, defende a reforma do banheiro. “Todo mundo usa”, disse Oliveira. A vendedora ambulante Aparecida da Silva, a Cidinha, 59, disse que é deficitária a limpeza na parte baixa da praça, onde fica sua barraca. Além de faltarem mais bancos de concreto. Com uma imobiliária na frente da praça há dois anos, Guerino Bertolo, 67, também defende a reforma do banheiro, mas não vê utilidade do coreto, que não abriga eventos culturais.
 
 
NAMORO — O escritor Pedro Caldari, 79, autor de três volumes do livro Memória da Vila, informou que a praça foi construída na década de 50 — portanto tem cerca de 67 anos. Já o coreto e o quiosque onde dormem os moradores de rua têm 20 anos. No passado, informou, a praça foi muito frequentada por famílias. “Eu, inclusive, namorava ali”, relatou Caldari.