Comerciantes se adequam a lei que proíbe uso de canudos plásticos

Comerciantes aprovam uso e já retiram o material dos estabelecimentos. (foto: Amanda Vieira/JP)

A lei municipal que proíbe os estabelecimentos comerciais de Piracicaba de distribuir e usar canudos plásticos entrou em vigor na última quarta-feira A regra vale para restaurantes, bares, buffets, cafés, botequins, lanchonetes, padarias, quiosques de ambulantes e similares, entre outros.

Os estabelecimentos que não respeitarem a legislação serão advertidos pela fiscalização, na primeira vez, e, no caso de reincidência, será aplicada uma multa de R$ 304,51 por dia. A fiscalização será feita pela prefeitura.

Segundo o secretário de Defesa do Meio Ambiente (Sedema), José Otávio Menten, todos os segmentos envolvidos foram informados sobre a lei e tiveram 90 dias para se adequar. “A Prefeitura fez reuniões com representantes de todos os segmentos. A multa só será aplicada em um segundo momento. Na primeira visita será feita uma advertência. Nossa intenção não é punir ninguém, mas temos como compromisso a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade”, disse.

A reportagem do Jornal de Piracicaba ouviu a opinião dos comerciantes quanto a proibição do uso do material e a maioria aprova a medida.

O comerciante, Marco Arthuso do restaurante Arapuca, disse que optou pelo biodegradável e o custo dobrou. “Devido ao aumento optamos por diminuir o uso dos canudos em algumas bebidas, para compensar o custo. Quem bebe vai tomar com ou sem canudo e se é bom pro meio ambiente é bom pra nós”, disse.

A comerciante Rosa Maria, do Canoa Bar, contou que ficou sabendo da proibição em Campinas há cinco meses, pela TV e decidiu mudar e retirou os canudos e os copos plásticos do estabelecimento. “Foi uma boa mudança, ajuda o meio ambiente, o copo já é suficiente, moramos perto do rio devemos cuidar dele”, falou.

Marcos Alberto Prado, a pastelaria Prado, disse que estava usando o de plástico, ao ser questionado fez cara de surpresa e disse que não sabia que a lei começaria a valer. “Eu vi que em outros estados tinham essa lei, só não sabia que aqui também tinha, se for bom pro meio ambiente vai ser bom todo mundo”. afirmou. “Se os sustentáveis foram muito mais caro eu vou optar por não ter mais, em 15 dias já terei tomado a decisão” acrescentou.

A ambulante Antônia Silva disse que não sabia da lei. Ela tem uma barraca de caldo cana há 30 anos e disse que pretende se aptar o quanto antes. “Vou analisar o custo e ver se compensa continuar a usar, mas acho que já que tiraram o canudo deveria tirar os copos plásticos, porque faz mal ao meio ambiente do mesmo jeito”, comparou.

Letícia Azevedo
Beto Silva