Comércio: entidades repudiam fechamento de lojas no feriado

Diretorias da Acipi, CDL e Sincomércio publicam hoje uma carta de repúdio ao Sincomerciários. (foto: Amanda Vieira/JP)

As diretorias da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de Piracicaba publicam hoje uma carta de repúdio ao Sindicato dos Empregados no Comércio pela decisão de fechamento do comércio no sábado – feriado da Independência.

Os representantes das entidades participaram de assembleia, na tarde de ontem, com empresários do setor na tentativa de reverter a decisão anunciada ontem pelo sindicato da categoria, porém, não obtiveram sucesso. O secretário-executivo do Sincomércio, Carlos Beltrame, negou que as entidades recusaram as propostas apresentadas pela diretoria do sindicato que representa os trabalhadores. “Ninguém quer prejudicar os comerciários e nós aceitamos a proposta do vale-refeição”, afirmou.

Ele destacou que Piracicaba, com 400 mil habitantes será a única cidade da região onde o comércio estará fechado no 7 de setembro. “Estão perdendo, o comércio, empresários, trabalhadores e a população”, pontuou.

Beltrame disse que em nível nacional o comércio está aderindo à campanha do Governo Federal intitulada “Semana do Brasil” que prevê promoções no setor, de 6 a 15 de setembro, como ocorre na Black Friday. “Além das promoções em nível nacional as grandes redes fariam a renegociação de dívidas com descontos, por isso a população perderá”, afirmou.

O secretário lamentou que o sindicato dos trabalhadores não esteja preocupado com a manutenção dos empregos. “Há muitas empresas e lojas fechando e é preciso das um fôlego a esses empresários”, falou. “Independentemente das questões políticas, é preciso ser sensível à situação do país”, falou.

Sobre o argumento de que o fechamento das lojas no 7 de setembro já estava definido desde o ano passado, Beltrame citou a possibilidade de fazer um aditamento – ferramenta que permite alterações quando necessárias. “Na Copa do Mundo de 2018 nós fizemos aditamentos para que as lojas fechassem, o mesmo poderíamos ter feito agora para abrir”, exemplificou.

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Piracicaba, Vitor Previde, disse que a negociação foi deixada para a última hora e os comerciários já haviam se programado para o feriado.

O sindicalista também citou a falta de campanhas do comércio local quando há feriados. “Estou contente e orgulhoso porque consultei os comerciários e me pediram para não fazer o acordo”, afirmou acrescentando que as três propostas apresentadas na reunião não foram aceitas pelas entidades.

Beto Silva
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