Comércio fechado no feriado esfriou campanha em Piracicaba

“Alguns lojistas que entrariam na campanha desistiram com o fechamento das lojas”, disse Reinaldo Pousa SEMANA DO BRASIL Lojistas dos corredores comerciais da cidade ficaram desanimados após o feriado (foto: Amanda Vieira/JP)

O fechamento do comércio no sábado 7 de setembro, foi um balde de água fria aos comerciantes de Piracicaba que pretendiam aderir à campanha “Semana do Brasil”, promovida pelo Governo Federal. A não abertura das lojas foi decidida pelo Sindicato dos Empregados do Comércio de Piracicaba em reunião com as entidades patronais.

A decisão provocou o repúdio das instituições que representam o comércio local, que chegaram a publicar uma nota pública com o posicionamento contrário à decisão. De acordo com o presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Piracicaba, Reinaldo Pousa, o fechamento do comércio no feriado de In- dependência causou um “de- sânimo generalizado” entre os lojistas. Segundo ele, cerca de 20 lojas aderiram à campanha nacional que prevê descontos nas mercadorias até o próximo domingo (15).

Alguns lojistas que estavam empenhados a entrar na campanha desistiram com o fechamento das lojas no feriado”, afirmou. O presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Luiz Carlos Furtuoso, também concorda que o fechamento das lojas no feriado prejudicou a campanha federal.

A discussão sobre o fechamento do comércio no dia 7 de Setembro realmente tirou o foco da Semana do Brasil, enfraquecendo a campanha”, disse. “O impacto das lojas fechadas na semana de pagamento foi muito grande em perdas de negócios.

Independentemente da campanha, perdeu-se um sábado importante de vendas para o comércio. Tivemos informações de outras cidades que mantiveram o comércio aberto no feriado, que obtiveram excelentes resultados de vendas”, acrescentou Furtuoso.

De acordo com o secretário executivo do Sincomércio, Carlos Beltrame, os comerciantes tiveram do dia 6 a 15 para participar da campanha, mas o ponto alto seria no dia 7, por ser um sábado, logo após o pagamento dos salários e liberação do 13º salário de parte os aposentados. “As lojas da maioria das cidades da região abriram e havia uma expectativa do lojista de Piracicaba para abrir também”, apontou. “Foi um balde de água fria.

Todos os direitos dos comerciários seriam assegurados como hora- -extra e abono e como a maioria trabalha por comissão, também seriam beneficiados com a abertura.

Com a crise econômica atual e o baixo movimento do comércio, todos deveriam se preocupar com a manutenção dos estabelecimento e seus postos de trabalho”, acrescentou Beltrame. Para o presidente do sindicato dos empregados, Vitor Previde, faltam incentivos aos consumidores. “Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Se a CDL a Acipi e o Sincomércio estivessem preocupados, eles usariam os meios de comunicação, as redes sociais, rádios, etc, para incentivar a população a gastar no comércio”, ressaltou.

Beto Silva
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