Comunidade Negra lança calendário Afro-Piracicabano para 2019

afro-brasileira Material homenageia 12 personalidades da cidade que lutaram em defesa da cultura afro-brasileira. ( Foto: Claudinho Coradini / JP)

A Prefeitura de Piracicaba lançou ontem (17), a primeira edição do calendário Afro-Piracicabano, que homenageia 12 personalidades na história da luta e da defesa da cultura afro-brasileira na cidade. “O negro não é destaque, não está na vitrine e queremos mudar isso. Nosso objetivo com esta iniciativa é que as pessoas vejam as conquistas que a comunidade negra conseguiu”, disse Adilson Araujo de Abreu, diretor de relações institucionais do Conepir (Conselho da Comunidade Negra de Piracicaba).

Os homenageados no calendário são: Deolinda Soledade (janeiro), Dona Anicide de Toledo (fevereiro), doutor Antônio Messias Galdino (março), Monikie Cristina de Souza (abril), Aparecida de Fátima Adão (maio) in memoriam, Eva Iltez Aparecida Luiz de Camargo (junho) in memoriam, José Mariano (julho), Noedi Monteiro (agosto), Osvaldo Ferreira Merches, o Mestre Dado (setembro), Claudival da Costa, o Mestre Cosmo (outubro) in memoriam, mestre Antonio Carlos Ferraz (novembro) e Conceição Aparecida Nascimento Sandoval, a Ceiça (dezembro).

“Me sinto muito honrado em fazer parte deste calendário. É uma satisfação enorme participar, já que vivi e lutei muito pelos direitos da comunidade negra piracicabana. Fomos excluídos por anos e hoje estou feliz porque estamos mais visíveis. Porém, nossa luta é diária, irá durar gerações, mas continuaremos firmes e fortes”, disse Antônio Galdino, um dos homenageados.
O lançamento aconteceu no gabinete do prefeito Barjas Negri (PSDB), contou com personalidades importantes e destacadas no calendário, como o presidente do CDCPN (Centro de Documentação Cultura e Política Negra de Piracicaba), Agnaldo Benedito de Oliveira (Guina), a secretária da SemacTur (Ação Cultural e Turismo), Rosangêla Camolese, entre outras personalidades.

Segundo Barjas, “fazemos política para todos, sempre com respeito e nunca com preconceito. Esta ação é um reconhecimento à comunidade negra e deveria ser feito por todos os governos. O calendário foi uma grande escolha, porém não podemos nos restringir a isso. Nós temos compromisso de combate ao racismo e à discriminação”, disse.

(Mauro Adamoli)