Confirmado primeiro caso de febre maculosa

Febre População deve evitar áreas de risco em relação à doença.

População deve evitar áreas de risco em relação à doença. (Amanda Vieira/JP)

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou ontem o primeiro caso de febre maculosa na cidade. Segundo a pasta, o paciente é do sexo masculino, faixa etária de 40 a 49 anos e residente na região Norte da cidade e seu quadro evoluiu para cura. “Até o momento, 50 casos suspeitos da doença foram descartados e 17 seguem em investigação pelo departamento de Vigilância Epidemiológica. Em 2017, foram confirmados seis casos da doença, onde três evoluíram para óbito e outros três para a cura e 66 suspeitas foram descartadas”, informou.

Em nota, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) alertou a população sobre as áreas de risco ou de grande incidência do carrapato do gênero Amblyomma conhecido popularmente como carrapato estrela -, transmissor da febre maculosa ao homem. “Estas áreas são próximas ou às margens do rio Piracicaba e Capivari, ribeirão Piracicamirim e lagoa do bairro Santa Rita/Avencas. Em todas essas áreas, há a confirmação da presença de capivaras que são hospedeiros do carrapato estrela e amplificadores da bactéria no ambiente”.

A pasta da Saúde lembrou que, por meio do CCZ, desde 2001 – quando surgiu o 1º caso confirmado da doença na cidade, em um sítio no bairro Monte Alegre – atua na vigilância e controle de febre maculosa no município, mais direcionada na questão de monitoramento e controle de carrapatos no ambiente e diagnóstico de áreas infestadas. “Investigamos os casos suspeitos da doença; pesquisamos a acarológica em áreas para coleta, identificação de espécies de carrapatos ocorrentes e quantificação de indivíduos coletados; determinamos o LPI (local provável de infecção); orientamos à população em geral, através de reportagens, palestras em escolas, empresas, centros comunitários, igrejas e demais associações sobre a doença, bem como tem afixado placas de alerta em áreas de risco na cidade”, apontou.

A DOENÇA – A Secretaria da Saúde lembrou que, para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele. Os mais jovens e de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos. Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Os primeiros sintomas aparecem de dois a quatorze dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois. A doença começa abruptamente, com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções como febre alta, dor no corpo e na cabeça, inapetência e desânimo. “Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas”.

De acordo com a prefeitura, o diagnóstico precoce é importante para dar início ao tratamento, porque a taxa de letalidade da doença é elevada e não existe vacina contra a doença. A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos (tetraciclina e clorafenicol) seja introduzido nos primeiros dois ou três dias.

 

(Felipe Poleti)