Conta de luz residencial terá aumento de 20,17%

A partir do próximo domingo (8), o valor da conta de luz residencial em Piracicaba sofrerá um reajuste de 20,17%. A revisão tarifária periódica da CPFL Paulista (Companhia Paulista de Força e Luiz) foi aprovada ontem pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A medida se aplica aos 234 municípios atendidos pela concessionária. Somente na cidade são 4,3 milhões de unidades consumidoras.
 
O valor do reajuste foi maior do que o previsto na audiência pública realizada em Campinas, em fevereiro, que apontava elevação prévia de 15,4% para o consumo residencial. O motivo para a diferença seria a elevação de alguns custos, como encargos setoriais.
 
A Aneel levou em consideração uma série de fatores que impactam as despesas da companhia. Os que tiveram maior peso nos percentuais fixados foram os gastos com a compra de energia, com o sistema de transmissão e com os encargos setoriais nas revisões. “São calculadas a receita necessária para cobertura dos custos operacionais eficientes e a remuneração adequada sobre os investimentos realizados”, informou, em fevereiro, a Aneel.
 
O órgão regulador aprovou um reajuste médio de 16,9%, sendo 20,17% para os de baixa tensão (residenciais e pequenos comércios) e 11,11% para os consumidores de alta tensão (indústrias e grandes comércios). “Devido à falta de chuva em 2017, que reduziu o nível de água nos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, as concessionárias tiveram que comprar energia de termelétricas, fonte mais cara, cujo custo foi superior ao valor arrecado por meio das bandeiras tarifárias no mesmo período”, justificou a CPFL. 
 
A concessionária afirma ainda que somente 3,14% dos 16,9% são repassados, de fato, à CPFL Paulista. “Distribuidoras de outras regiões do Brasil estão passando por atualizações em suas tarifas, com percentuais definidos pela Aneel próximos ou na casa de dois dígitos. A exemplo da CPFL Paulista, as despesas com compra de energia, com sistema de transmissão e encargos setoriais estão impactando as tarifas de energia de outras regiões do país.”
 
A elevação para os consumidores residenciais foi superior ao estimado, de 15,4%. Em compensação, o valor para os clientes industriais foi menor do que o previsto, de 14%. 
 
Segundo a Aneel, a diferença entre os valores submetidos na audiência pública para os aprovados referem-se aos encargos setoriais, que representaram a variação de 0,34%, e aos componentes financeiros atuais. “Com variação de 0,99%, dos quais se destaca a consolidação do cálculo da CVA, que, na abertura da audiência pública ainda era provisório e carente de fiscalização”, explicou a agência.