Contrato R$ 476,9 mil estuda como evitar crise hídrica no Corumbataí

água Água do Corumbataí abastece 85% da cidade de Pira. ( Foto: Claudinho Coradini /JP)

A Agência das Bacias PCJ (Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) assina contrato para a realização de estudos que visa definir alternativas de abastecimento de água como forma de prevenir uma eventual crise hídrica na região da Bacia Hidrográfica do rio Corumbataí pelos próximos 20 anos. Piracicaba registou este ano, a mais longa estiagem dos últimos 55 anos (foram 121 dias sem maiores que 10mm, as chamadas chuvas agrícolas) e o nível do rio Corumbataí chegou próximo ao limite da captação realizada pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) – a autarquia retira 1,8 metro cúbico (1,8 mil litros) por segundo de água do Corumbataí para abastecer 85% da cidade de Piracicaba.

O projeto, que prevê investimentos na ordem de R$ 476,9 mil, será encabeçado pela Engecorps, vencedora da licitação. A assinatura de contrato com a empresa acontecerá na próxima segunda-feira, 29, às 10h, no gabinete do prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, atual presidente dos Comitês PCJ, órgão que indicou a contratação do estudo. O prazo para a conclusão é de 12 meses, a partir da ordem de serviço, que será emitida no dia da assinatura.

Os recursos são provenientes da Cobrança PCJ Federal (cobrança pelo uso da água em rios de domínio da União nas Bacias PCJ). A Bacia do Corumbataí é uma sub-bacia do Rio Piracicaba e tem grande importância regional quanto ao abastecimento de água para os municípios de Piracicaba, Rio Claro, Santa Gertrudes, Corumbataí, Cordeirópolis, Analândia, Ipeúna, Itirapina e Charqueada. A população é estimada em cerca de 710 mil habitantes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para este ano. Atualmente, a disponibilidade hídrica dessa região é de 4,97 m3/s e a demanda é de 2,92 m3/s.

Barjas Negri ressalta a importância dessa iniciativa dos Comitês PCJ e da Agência das Bacias PCJ. “O estudo é muito importante para Piracicaba, pois visa garantir o abastecimento futuro. Quando se fala em planejamento, a pior crise ainda está por vir”, analisa.

A coordenadora de Projetos da Agência das Bacias PCJ, Elaine Franco de Campos, explica que o produto final do estudo servirá de base aos nove municípios para planejamento de ações estruturais e não estruturais visando o pleno atendimento do abastecimento de água potável para os diferentes consumidores como indústrias, residências, agricultura e consumo animal. Como exemplos de ações futuras, Elaine cita novos barramentos, reúso e captações subterrâneas.

(Rodrigo Guadagnim)