Cooperativa inaugura centro de processamento

A Coopihort (Cooperativa Piracicabana de Horticultores) inaugura hoje, às 18h30, o seu primeiro centro de processamento de produtos. Localizado no bairro Pau Queimado, a unidade receberá toda a produção dos 59 agricultores e contará com maquinário capaz de hieginizar, picar e embalar os produtos. 
 
O plano de desenvolvimento da unidade começou em 2013, ano de fundação da cooperativa. Ele integra o projeto Microbacias Hidrográficas II, do Governo do Estado de São Paulo, e foi coordenado pela Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), que também subsidiou o plano de negócio da Coopihort. O investimento total no centro de distribuição foi de R$ 908 mil, sendo que 70% do valor é custeado pelo projeto Microbacias Hidrográficas II. O espaço será admnistrado pela própria cooperativa. 
 
De acordo com o presidente da cooperativa, Vanderlei Sanches Baesteiro, 50 anos, o centro vai agilizar o fluxo da produção para o mercado. “Até então a gente fornecia o produto in natura; Agora vamos oferecer processado, higienizado, embalado. O projeto do centro não visa aumentar a produção, mas sim o fluxo da produção no mercado. Veio de encontro com a nossa necessidade, porque não adianta produzir mais e jogar mais fora”, afirmou. 
 
O principal cliente da Coopihort é a Prefeitura de Piracicaba, que usa os produtos na merenda escolar. Agora, com o centro de processamento — que também funciona como sede da cooperativa —, a expectativa é ampliar o leque de clientes.
 
“Acredito que no mês que vem o centro já começa a funcionar. Ele vai nos ajudar a pegar outros mercados, fornecer para cozinha industrial, poder entregar para hospitais. Nesses grandes centros consumidores não tem como o produtor individual entrar sozinho, tanto que esses centros recebem mercadoria de fora, cidades como Campinas e Sorocaba. Agora vamos poder entrar nesses centros”, afirmou o presidente. 
 
Para o produtor de hortaliças Marcelo Fernando Ferezini, 40 anos, um dos 59 cooperadores, o centro ajuda a profissionalizar e agilizar o trabalho. Antes, todo o trabalho de limpeza e corte era feito pelo próprio produtor. “Vai agregar valor para a gente. É um investimento que fazemos para melhorar o negócio”, disse Ferezini.