Copa do Mundo Feminina começa nesta sexta (7); confira seis jogos imperdíveis

Estados Unidos venceram o Japão na final da última Copa, disputada em 2015, no Canadá (Foto: Divulgação/US Soccer Federation)

A 8ª edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino começa nesta sexta-feira (7), às 16h, com o jogo entre a França, sede da competição, e Coreia do Sul, no Parc des Princes, em Paris. No total, 24 seleções, entre elas o Brasil, disputam o título de melhor seleção do mundo, sendo que a campeã será conhecida no dia 7 de julho, em Lyon, após 30 dias e 52 jogos de disputa. Estados Unidos e Alemanha, as maiores campeãs e grandes potências do futebol feminino, chegam como favoritas. França, Inglaterra, Suécia e Japão também são concorrentes fortes. Outras equipes como Canadá, Austrália, Noruega, Espanha, Brasil e Holanda correm por fora na disputa.

A primeira fase será disputada pelas 24 equipes, que foram divididas em seis grupos de quatro equipes cada, avançando para as oitavas de final, as duas primeiras de cada chave mais as quatro melhores terceiras colocadas. Pensando nisso, separamos os seis jogos imperdíveis (um por grupo) desta fase.

FRANÇA X NORUEGA – GRUPO A

O principal duelo desta chave será disputado na quarta-feira (12), às 16h, em Nice, com o encontro entre França e Noruega. As francesas não tem tanta tradição em mundiais, chegando no máximo a um quarto lugar em 2011, porém são as anfitriãs e a base da equipe vem do Olympique Lyon, tetracampeã europeia, entre elas as destaques Wendie Renard, Amandine Henry e Eugénie le Sommer. Ao contrário da França, a Noruega tem tradição, já que foi campeã mundial em 1995, porém o momento não é dos melhores, já que a equipe foi um fiasco no último europeu e não terá o reforço de Ada Hegerberg, que em razão de seu ativismo, decidiu não disputar a Copa. A Nigéria, melhor seleção africana, é uma equipe que não pode ser menosprezada.

França de Eugénie Le Sommer sedia a Copa e chega como uma das favoritas (Foto: Divulgação/Fédération Française de Football)

ALEMANHA X ESPANHA – GRUPO B

Octacampeã europeia, bicampeã mundial e atual campeã olímpica. As conquistas da Alemanha, historicamente a segunda melhor seleção do mundo, a credencia a ser favorita em qualquer competição, porém na última oficial, que foi o Europeu de 2017 (um ano após conquistar o inédito ouro olímpico) foi um fiasco, com as alemãs sendo eliminadas nas quartas pela Dinamarca, que nem se classificou para o mundial. Mesmo assim as alemãs têm uma grande equipe, com destaque para Dzsenifer Marozsán, Alexandra Popp e Melanie Leupolz. As espanholas, estão começando a se tornar uma potência no feminino e a base da equipe vem do Barcelona, vice campeã europeia, e do Atlético de Madrid, campeã espanhola. Mariona Caldentey, Leila Ouahabi e Alexia Putellas ditam o ritmo espanhol. Esse jogo será na quarta-feira (12), às 13h, em Valenciennes. Vice-campeã em 1999, a China é outra seleção que merece destaque.

Campeã europeia, Dzsenifer Marozsán é a principal jogadora da Alemanha (Foto: Divulgação/Deutscher Fußball-Bund)

BRASIL X AUSTRÁLIA – GRUPO C

Dominante na América do Sul, o Brasil ainda tenta dar o passo que falta para cravar seu nome entre as grandes do futebol feminino, que é uma conquista mundial. A equipe das talentosas Marta, Cristiane e Andressa Alves chega em baixa ao mundial, com nove derrotas seguidas, porém tudo pode mudar com um triunfo na estreia. Na segunda rodada, na quinta-feira (13), às 13h, em Montpellier, a seleção reencontra a Austrália, melhor seleção asiática atualmente e responsável por eliminar o Brasil do último mundial, em 2015. No ano seguinte o Brasil eliminou as australianas das olimpíadas, porém um ano depois, em um torneio amistoso, a Austrália venceu por 6 a 1 um amistoso em Sydney. Lisa de Vanna e Samantha Kerr são os destaques das “Matildas”.

Seis vezes melhor do mundo, Marta é a grande esperança do Brasil para conquistar o inédito título (Foto: Divulgação/CBF)

INGLATERRA X JAPÃO – GRUPO D

Além da Premier League, a Inglaterra tem investido em uma liga competitiva no feminino também e o resultado é uma seleção forte, que chegou a semifinal da última Copa e tem dado trabalho em amistosos recentes para os Estados Unidos. Em 2015, as inglesas só não deram o passo adiante porque foram eliminadas… justamente pelas japonesas, presentes nas duas últimas finais de copa (ganharam em 2011 e perderam em 2015), além de serem as atuais campeãs asiáticas. Campeãs europeias com o Lyon, Lucy Bronze (Inglaterra) e Saki Kumagai (Japão) são os destaques de suas equipes e como uma conhece as fraquezas da outra, esse duelo promete. O jogo será no dia 19 (quarta-feira), às 16h, em Nice.

Inglaterra de Lucy Bronze é a favorita do Grupo D (Foto: Divulgação/The Football Association)

CANADÁ X HOLANDA – GRUPO E

Este é um duelo emergente no futebol feminino, já que há 10 anos atrás, canadenses e holandesas só fariam figuração, porém ambas chegam com força. As canadenses conquistaram a medalha de bronze na última olimpíada, com uma campanha de cinco vitórias em seis jogos e a equipe tem mesclado experiência com juventude, além de estar invicta em 2019 (cinco vitórias e quatro empates). As holandesas surpreenderam o mundo ao tirar a coroa europeia da Alemanha ao conquistar o último campeonato europeu feminino, disputado na própria Holanda, e tem feito jogos consistentes desde então. No último domingo (1º), venceram a Austrália por 3 a 0. Christine Sinclair, Kadeisha Buchanan e Janine Beckie são as destaques das “Canucks”, enquanto que Lieke Martens, Vivianne Miedema e Shanice van de Sanden são os destaques das europeias. Esse jogo será no dia 20 (quinta-feira), às 13h, em Reims. A Nova Zelândia também é uma seleção que requer atenção.

Christine Sinclair e Janine Beckie são a mistura de experiência e juventude no Canadá (Foto: Divulgação/Canada Soccer by Martin Bayzl)

ESTADOS UNIDOS X SUÉCIA – GRUPO F

Atuais campeãs e uma das favoritas a conquistarem o título pela quarta vez, os Estados Unidos fizeram uma boa mescla de experiência com juventude, com 12 remanescentes da conquista em 2015 e 11 estreantes em mundiais. Nos últimos dois anos, as americanas entraram em campo 24 vezes e conseguiram 20 vitórias, além de três empates e apenas uma derrota e querem que esse bom momento se confirme no mundial. As suecas, vice-campeãs em 2003, não chegam em seu melhor momento, porém foram as responsáveis por eliminar as americanas das olimpíadas de 2016, deixando a equipe feminina sem medalhas pela primeira vez nos jogos olímpicos, resultando no clima de revanche para as ianques. Carly Lloyd, Alex Morgan e Megan Rapinoe ditam o ritmo da constelação americana, enquanto que Stina Blackstenius, Sofia Jakobsson e Linda Sembrant são os destaques da seleção nórdica. Esse jogo será no dia 20 (quinta-feira), às 16h, em Le Havre.

Carli Lloyd brilhou na última final e tentará o tetra com os estados Unidos (Foto: Divulgação/U.S. Soccer Federation)

Mauro Adamoli