Funcionários aderem a greve nacional

Greve nacional tem tempo indeterminado. (foto: Claudinho Coradini/JP)

A adesão dos funcionários dos Correios em Piracicaba à greve nacional deflagrada ontem pelo sindicato da categoria atingiu 90% dos servidores da estatal, segundo apontou, no final da tarde de ontem, o diretor do Sindicato dos Correios de Campinas e Região, Emerson Marcelo Vieira. Mais cedo, a assessoria de imprensa da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), informou que um levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira mostrava que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil estava trabalhando regularmente. Já no interior do Estado de São Paulo, a estatal respondeu que 81% dos empregados estavam trabalhando normalmente.

Também no final da tarde ontem, a ECT comunicou que ingressou com dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho). “Na expectativa de uma solução que não comprometa ainda mais a situação financeira dos Correios, a empresa entrou, nesta quarta- -feira (11), com dissídio coletivo no TST”, informou em nota. Agora, a corte avaliará o processo de negociação, ouvindo as partes, e o relator produzirá um voto que será analisado por um colegiado do tribunal, em sessão a ser posteriormente agendada.

Os Correios informaram que estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir a competitividade e sustentabilidade. ‘Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nas quais foram apresentadas a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa’, informou.

Os representantes dos servidores, por sua vez, afirmam que a empresa abandonou a pauta de discussões no TST e anunciou a retirada de benefícios conquistados pelos trabalhadores em acordos coletivos. “A empresa quer retirar conquistas dos trabalhadores, como o vale-refeição”, afirmou o diretor sindical José Ivaldo da Silva. Segundo ele, a categoria reivindica o repasse da inflação e a manutenção dos direitos. Segundo ele, a proposta da estatal representa uma perda de R$ 4 mil ao ano para o servidor.

Beto Silva
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