CPFL propõe alternativas para reduzir conta de luz

CONTA DE LUZ Squariz: consumidor tem opção de escolher no mercado livre. (Amanda Vieira/JP)

A CPFL Energia e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) realizaram ontem encontro para debater alternativas de redução de custos com a conta de luz das empresas de médio e grande porte. Cerca de 30 empresas participaram do encontro, em um buffet, na Vila Monteiro, ontem de manhã.

Entre as alternativas apresentadas está o mercado livre de energia, que, no Brasil, está dividido em ACR (Ambiente de Contratação Regulada), onde estão os consumidores cativos, e ACL (Ambiente de Contratação Livre), formado pelos consumidores livres.

Os consumidores cativos são aqueles que compram a energia das concessionárias de distribuição às quais estão ligados. Cada unidade consumidora paga apenas uma fatura de energia por mês, incluindo o serviço de distribuição e a geração da energia, e as tarifas são reguladas pelo Governo.

Os consumidores livres compram energia diretamente dos geradores ou comercializadores, através de contratos bilaterais com condições livremente negociadas. Cada unidade consumidora paga uma fatura referente ao serviço de distribuição para a concessionária local (tarifa regulada) e uma ou mais faturas referentes à compra da energia (preço negociado de contrato).

O Mercado Livre de Energia se consolida como uma forma potencial de economia, um meio seguro e confiável de adquirir energia elétrica por um valor negociável. A CPFL Brasil, que é a comercializadora do grupo CPFL, já detém cerca de 18,3% desse tipo de energia, com mais de 5.000 mil consumidores.

O gerente de relacionamento no mercado de varejo da CPFL Energia, Paulo Henrique Squariz, explica os benefícios da migração para o mercado livre de energia, que, para ele, compensa muito. “A principal vantagem nesse ambiente é a possibilidade de o consumidor escolher, entre os diversos tipos de contratos, aquele que melhor atenda às suas expectativas de custo e benefício. O mercado livre de energia provou ser mais barato. Quando migra-se para o mercado livre você não está mais sujeito a oscilação de bandeiras; as bandeiras tarifárias deixam de existir e paga-se um preço fixo a cada ano. Assim a empresa pode fazer um planejamento melhor dos seus custos. Além de ser uma energia sustentável, que para muitas empresas a preocupação com o meio ambiente é de extrema relevância”, explica Squariz.

Squariz também cita algumas exigências para a contratação da energia alternativa. “É necessário uma série de regulamentações, determinadas por um regulador que faz com que empresas que tenham uma demanda contratada junto com uma distribuidora local igual ou superior a três mega possam migrar para esse seguimento de fonte renovável” esclarece o gerente.

“O convênio com a CIESP nos proporcionou sentar e discutir isso com os nossos parceiros e queremos intensificar cada vez mais essa parceria. O evento foi uma oportunidade perfeita para conversar sobre inovações tecnológicas que podem afetar o próprio negócio deles e para discutir sobre cenários energéticos, bem como soluções energéticas e geração solar. Poder trocar essas ideias e trazer opções é muito gratificante. Agradeço todo o apoio do Ciesp, responsável por organizar o encontro”, afirmou Squariz.

(Raquel Soares)