CPFL reforça segurança da barragem de Salto Grande

PCH tem capacidade de vazão de 1.121m por segundo (Foto: Claudinho Coradini/JP) PCH tem capacidade de vazão de 1.121m por segundo (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A CPFL Renováveis — responsável pela PCH (Pequena Central Hidrelétrica) da Represa de Salto Grande, em Americana, voltou a descartar ontem o risco de desabamento da estrutura e os consequentes impactos nas cidades da região, incluindo Piracicaba. O diretor operacional da empresa, Adriano Vignoli, recebeu um grupo de jornalistas para apresentar a estrutura da barragem e falar sobre a alteração na classificação de risco feita pela a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Na escala de A a C, o órgão fiscalizador enquadra o empreendimento como Risco A (alto). Vignoli explicou que o enquadramento é fruto de uma autoavaliação feita pela empresa em 2016, depois de constatada uma falha mecânica em uma das quatro comportas da usina. “Imediatamente, foi feita a correção após verificarmos o problema e voltamos a pedir a reclassificação para nível médio (B) em 2018”, contou acrescentando que a atualização deve ser feita pela agência ainda neste semestre.

A PCH tem 70 anos de funcionamento e capacidade de vazão de 1.121 metros cúbicos de água por segundo. De acordo com o diretor, o maior escoamento registrado até o momento foi de 347 metros cúbicos por segundo e a estrutura nunca apresentou riscos à comunidade local e vizinhas. “É quase um terço da capacidade da usina”, pontuou.

Agnoli também tranquilizou a população quanto a quantidade de aguapés que cobre quase toda a extensão da usina. Segundo o representante da CPFL Renováveis, a remoção mecânica ocorre diariamente em todo reservatório e as plantas aquáticas são depositadas em uma área da usina. “As plantas não têm nenhuma interferência operacional no funcionamento da usina , não interferem no aspecto de segurança da barragem. São plantas que ficam na superfície da represa, então não há nenhum impacto operacional. Acaba trazendo um impacto socioambiental por conta da grande quantidade nos reservatórios”, explicou.

SEGURANÇA

O diretor afirmou que há um protocolo de segurança compartilhado com as prefeituras e as respectivas Defesas Civis dos municípios para o caso de acidentes com a barragem de Americana. “Nós temos o PAE (Plano de Ação Emergencial) que demonstra todo o potencial impacto nas comunidades abaixo da barragem, inclusive com simulação do que ocorreria no caso de rompimento”, afirmou. Segundo ele, esse plano é aberto às observações, comentários e sugestões dos órgãos de Defesa Civil.

Beto Silva