Crami conquista sede própria depois de 31 anos em funcionamento

Após 31 anos de atuação na cidade, o Crami Piracicaba (Centro Regional de Registros e Atenção aos Maus Tratos na Infância) inaugura amanhã (18) sua sede própria, às 19h, em evento exclusivo para convidados, colaboradores, voluntários e funcionários. A entidade que atendia à rua Floriano Peixoto, no Centro, já trabalha no novo prédio, que fica à rua Roberto Mange, 275, no bairro Piracicamirim, atendendo pelo telefone (19) 3302-6797, sob a tutela do presidente Edmir Bernardino Valente e outros 12 voluntários.
 
De acordo com Maria Hilma de Oliveira Ganzella, coordenadora do Crami, ao longo de mais de três décadas de atuação na cidade, a entidade já atendeu uma média de 50 mil crianças e adolescentes no município. “Estamos felizes com esta mudança, já que enfrentávamos dificuldades para terminar a construção da nossa sede. Em 2014, conseguimos a doação do terreno pela prefeitura e iniciamos as obras, porém, no final de 2015 paralisamos tudo por falta de recursos. Já estávamos preocupados quando, em setembro de 2017, recebemos o apoio da empresa Embraplan Engenharia que, por meio de parceria com seus colaboradores, finalizaram a obra, que ficou pronta em fevereiro deste ano”, disse.
 
Nivaldo Guidolin de Lima Filho, psicólogo do Crami, lembrou que, no início, a entidade era composta por pessoas da sociedade civil, preocupadas em cuidar de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica, bem como seus familiares, já que na cidade ocorriam muitos casos de crianças vitimadas e a ausência de programas para atender essa demanda. “Nesta época ainda não havia o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), tão pouco o Conselho Tutelar, e vigorava o Código de Menores. Nesse cenário começou o trabalho do Crami. A sociedade civil chegou antes do Estado para atender ao fenômeno da violência doméstica em Piracicaba.”
 
Segundo explicou Hilma, o Crami tem como finalidade executar ações de prevenção, programas, projetos ou serviços de proteção social especial, dirigidos às crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade, de riscos pessoais ou sociais, ou que se encontre em medida de proteção legal ou judicial, “bem como aos seus responsáveis, visando prevenção, proteção, tratamento, reabilitação e defesa dos interesses e direitos estabelecidos, atualmente, pelo ECA”.
 
Atualmente, a entidade atende 42 crianças e adolescentes nos serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos na proteção Básica, 50 no Acompanhamento Psicológico às Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Sexual (apoio do Fumdeca, o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente); em parceria com a prefeitura (via Semdes, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social), 160 nos serviços de Abordagem Social, 500 no Complementar ao Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos e mais 120 no Cram (Centro de Referência em Atendimento a Mulher).