Criminosos usam pessoas como cordão humano em explosão a banco em Iracemápolis

PMs fizeram um cerco (Felipe Poleti/JP

Pelo menos dez pessoas foram feitas de cordão humano durante uma ação audaciosa de criminosos que explodiram a agência do Bradesco, no Centro de Iracemápolis, na madrugada desta sexta-feira. Eles se dividiram em vários grupos e entraram na cidade por vários acessos ao mesmo tempo. Com armamento pesado, possivelmente fuzis, eles atiraram ao alto e também no interior do banco, como forma de intimidação das pessoas. Segundo a Polícia Militar, houve pelo menos quatro explosões, o bando não conseguiu ter acesso ao cofre, mas causou danos na estrutura do prédio. Ninguém foi preso e não houve feridos. O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), equipe antibomba da PM esteve na cidade para apurar se ainda tinha algum artefato.

 

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Gate esteve em Iracemápolis (Felipe Poleti/JP)

 

O capitão da Polícia Militar Edson da Costa Pereira disse que o bando chegou à cidade, às 3h40 da madrugada. “Entraram por várias acessos da cidade, em uma deles parou em um posto de gasolina. Fez uma ação de intimidação começaram a parar veículos. Depois fizeram um cordão humano. Outros criminosos foram para a área central continuaram a abordar as pessoas que saiam e chagavam ao trabalho. Fizeram um cordão humano para impedir um confronto com a PM. Por isso até evitamos fazer esse procedimento de imediato, preferimos cercar as rotas de fuga. Nada foi levado, pois não tiveram acesso ao compartimento de dinheiro, no entanto, a explosão foi forte, destruiu toda a estrutura do banco. Não sobrou uma cadeira em pé”, enfatizou o capitão.

 

Áreas foram isoladas (Felipe Poleti/JP)

 

O delegado João Batista Vasconcelos, que responde interinamente por Iracemápolis disse que os primeiros passos da investigação é  levantar os carros usados pela quadrilha. “Sabemos que são vários indivíduos dentro de vários carros, além de vários trabalhadores que foram rendidos. Vamos conversar com eles e esperamos contar com as denúncias anônimas sobre o caso. Nossos policiais já iniciaram, mas não podemos antecipar. Vamos confrontar as informações com outros casos. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais de Limeira vai dar apoio na investigação”, disse Vasconcelos.

 

Prédio ficou destruído (Felipe Poleti/JP)

 

O mestre de obras Francisco Ferreira Lima Júnior disse que não chegou a ver os criminosos. “A gente só escutou o barulho. Fiquei com medo. Quem vai bater de frente com esses caras? O armamento que nossos policiais têm não é o mesmo que eles usam”, desabafou o morador.

O soldador Gilmar Santos, que reside em Piracicaba, mas veio visitar seus familiares em Iracemápolis disse que passava pela área central e percebeu a aglomeração das pessoas. “Está ficando repetitivo essas situações por aqui. Precisamos de mais segurança. Minha opinião é que a segurança está devagar. Estamos a mercê disso e amendrontados”, completou Santos.

Por nota, o banco Bradesco informou que está avaliando os danos para repor o mais breve possível.

 

Cristiani Azanha e Felipe Poleti