Cuidado: a pneumonia está no ar!

De acordo com o Ministério da Saúde, a pneumonia ainda é uma das doenças que mais mata crianças no país. (Foto: Freepick)

A primavera entra em seu último mês e já quase dando boas-vindas ao verão, as temperaturas andam contraditórias com momentos quentes e úmidos e outros mais frios e com ventanias. Neste período, as doenças e alergias estão mais propensas a atacarem o sistema imunológico, porém a principal preocupação ainda é a pneumonia, que vitimiza na maioria dos casos, crianças e idosos.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) a pneumonia ainda é uma das doenças que mais mata crianças entre a 0 à 5 anos de idade. Uma forma de lembrar a importância da prevenção da doença foi o dia 12 de novembro, que reforça mundialmente o Dia da Conscientização da Pneumonia.

Em 2016, os dados mais recentes, o MS (Ministério da Saúde) afirmou que foi a principal causa de mortes infantis no Brasil, ocasionando 886 casos naquele ano. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que cerca de 2 milhões de crianças abaixo de 5 anos de idade morrem de pneumonia a cada ano predominantemente nos países em desenvolvimento. Nesses países, as pneumonias são responsáveis por 30% das hospitalizações de crianças e a taxa de mortalidade média varia entre 5% e 10% dos casos internados. No Brasil, as pneumopatias agudas são responsáveis por 11% das mortes em crianças com idade inferior a 1 ano e 13% na faixa etária entre 1 e 4 anos. Segundo o site da Sbpt (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), em 2018, 417.924 pacientes foram hospitalizados por causa de pneumonia.

A pneumonia aguda é uma doença que resulta da infecção das vias aéreas e dos pulmões por certos agentes. “A pneumonia está sendo muito estudada hoje em dia e algumas das descobertas foi que a doença não é exatamente contagiosa como um catapora, por exemplo. Ela surge devido a um quadro de gripe mau cuidada ou uma baixa imunidade. Por isso que as precauções são parecidas como as de um resfriado ou gripe”, explica o pneumologista Fabio Eiji Arimura.

Os sintomas da doença são: febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada, toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue) e fraqueza.

A forma de tratamento é com o uso de antibióticos que normalmente mostram uma melhora aparente após três ou quatro dias. “Vale resaltar que a pneumonia aparece quando a imunidade do paciente já está baixa”, conta o médico que ainda alerta sobre as pessoas com problemas de asma ou alergias respiratórias: “elas podem apresentar um quadro mais forte desses problemas por conta da pneumonia e vice versa”.

A internação hospitalar pode ser necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia.

Uma forma de prevenir a doença de sintomas tão fortes é o uso de vacinas.

A vacina pneumocócica 10-valente faz parte do calendário de imunização do SUS (Sistema Único de Saúde) e está disponível, gratuitamente, nos postos de saúde para crianças de dois meses a um ano e 11 meses de idade.

Outra forma de prevenção para as pessoas mais velhas são as vacinas contra a gripe, oferecidas por meio de campanhas anuais de imunização em massa. ,

Além disso, é possível evitar o contágio mantendo as mãos sempre limpas, não ter contato com a fumaça do cigarro, preferir locais arejados naturalmente, usar roupas leves (de preferência de algodão), se hidratar e ter boa alimentação.

Larissa Anunciato
[email protected]