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Professor da Unimep é premiado em Cannes
Rubens Vitti Jr.
24/05/2016 10h29
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O professor do curso de Cinema da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), João Paulo Miranda, recebeu no domingo Menção Especial do Júri no 69º Festival de Cinema de Cannes pelo curta-metragem A Moça que Dançou com o Diabo.

A conquista superou as expectativas do cineasta já que a realização do filme, rodado em Rio Claro, só foi possível graças a uma rifa que arrecadou R$ 500. A obra também ficou à frente de 5.000 curtas de todo o mundo inscritos neste ano no festival, sendo escolhido entre os dez selecionados para a mostra oficial. “É difícil de explicar, realmente apenas estando no festival para se ter uma ideia de como foi algo incrível, um reconhecimento sem tamanho”, disse Miranda em entrevista, ainda na França, ao Jornal de Piracicaba.

O diretor ressaltou que o Festival de Cannes é o maior evento de cinema do mundo, até mais que o Oscar. “É o mais democrático de todos, onde qualquer pessoa do mundo inteiro pode mandar seu trabalho. O festival incentiva talentos autênticos do cinema autoral, artístico, que realmente explora algo que vá além do próprio entretenimento”, disse.

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Miranda em Cannes, após ser premiado pelo curta-metragem A Moça que Dançou com o Diabo (Foto: Agência Efe/Folhapress)

Com número altamente competitivo de inscritos, que bateu recorde na edição deste ano, Miranda disse que só de fazer parte da seleção já era uma grande conquista. “Eu sabia do talento nosso e do trabalho que havia feito, porém havia dúvida. O prêmio recebido é raro. O júri pode ou não dar esse prêmio”, ressaltou.

O nome de Miranda foi o primeiro a ser chamado durante a premiação. “Ser chamado pelo nome diante de grandes cineastas do mundo inteiro, grandes críticos do mundo todo, ser reconhecido, é indescritível”, disse. Miranda lidera um coletivo em Rio Claro. “Divido essa conquista com todos os integrantes do grupo Kino-Olho, todos que acreditaram e fizeram parte do projeto. Só foi possível por este coletivo”.

O professor também ressaltou a importância da universidade para a produção do curta. “Em torno de 20 alunos da Unimep participaram diretamente”, disse, afirmando que toda a experiência faz parte das aulas.

RIFA — Todos os recursos de A Moça que Dançou com o Diabo foram conquistados com uma rifa vendida pelo coletivo. De acordo com o diretor, houve uma tentativa, durante dois anos, de conseguir apoio em editais e com patrocínio, sem sucesso. “Foi um filme que a gente fez com bastante força, com toda uma energia, sem apoio. Isso tudo acabou nos inspirando ainda mais.”

Sendo assim, Miranda destacou que muito mais que a produção, o que vale é a ideia. “É uma coisa que não se compra. Tem que ter pesquisa, inspiração, maturidade para construir sua ideia, isso basicamente não tem gasto, mas tempo, e é o mais valorizado.”

FUTURO — Essa não é a primeira vez de Miranda no festival. No ano passado, o curta Command Action disputou na Semana da Crítica, uma mostra paralela para iniciantes no cinema. No tempo que passou lá, o diretor participou de uma consultoria com diretores franceses durante duas semanas em Paris, e começou a organizar um projeto ainda maior. “É o momento de focar no primeiro longa metragem. Estou escrevendo o projeto, contando com vários apontamentos desse laboratório. É importante para minha carreira e do coletivo”, disse.

A ideia é que no próximo ano inicie as filmagens e em 2018 o projeto esteja pronto para estrear. “Depende de apoio, parceria, pois acaba sendo meses de trabalho com tempo e equipe inteira há disposição”. Existe ainda um projeto de curta-metragem com parceria internacional.

 
 
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Comentários

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  •         Responder
    Serjey Martins - 05/07/2016 08h06
    Um exemplo do que talento e dedicação podem fazer. Se houvessem incentivos financeiros, poderiam conquistar muito mais.
  •         Responder
    Lucia - 25/05/2016 12h43
    Um parabens bem forte ao prof.Miranda, e para toda a equipe que trabalhou com ele.