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Adnet, Iozzi e Mazzeo levam plateia da Comic Con ao riso com piadas políticas
Folhapress
02/12/2016 22h00
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GABRIELA SÁ PESSOA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A política não era o tema do painel em que a Globo divulgou sua programação de séries para 2017 na Comic Con Experience, nesta sexta (2).

A temperatura dos assuntos relacionado ao poder neste ano, porém, esteve na ponta da língua dos convidados e do mestre de cerimônia, Marcelo Adnet. Alusões a Doria, Temer e Trump foram fortemente aplaudidos a cada menção pela plateia que lotou o maior auditório da feira de cultura pop.

Antes de subir ao palco, Adnet imitou, dos bastidores, Tonho da Lua (da novela "Mulheres de Areia"), Aguinaldo Timóteo e o prefeito eleito de São Paulo, João Doria.

Ganhou a audiência, que explodiu em aplausos ao ouvi-lo imitar o empresário, dizendo "este evento é um sucesso porque é privado". "E gostaria de sugerir que todos os cosplays de 'Star Wars' usassem camisa polo", completou.

Já no palco, soltou um "primeiramente...", sem completar a frase. Mais gargalhadas. "Segundamente, queria dizer que é incrível estar aqui no palco e ver quantidade imensa de pessoas. É experiência quase olímpica", anunciou Adnet.

Na sequência, chamou ao palco Monica Iozzi, Tony Ramos e Alexandre Machado, os protagonistas e o coautor da série "Vade Retro", que a Globo estreia em abril. Na plateia -majoritariamente com menos de 25 anos- alguém cochichou para o vizinho: "Finalmente ela veio", referindo-se à Iozzi, uma das celebridades de maior influência nas redes sociais.

Iozzi viverá Celeste, advogada contratada por Abel Zebu (Ramos) para tratar do divórcio com a ex-mulher. Ele, um palestrante motivacional de sucesso, é o diabo em pessoa e ecoa características de personagens como Donald Trump, futuro presidente dos EUA.

"O fato de Trump ter ganhado deu atualidade à série que não tinha sido pretendida. Achava que esse personagem maléfico com logotipos, nomezinhos e cabelinhos não funcionava mais no mundo, mas a gente viu que não é bem assim", disse Machado.

Tony Ramos contou que não buscou referências em personalidades específicas, mas no lado demoníaco que todo ser humano carrega dentro de si. Ao que, minutos depois, Iozzi arrematou: "Algumas pessoas [o trazem] mais que outras. Veja o Michel Temer". Uma nova explosão de aplausos na plateia.

A emissora exibiu os primeiros trechos de "Vade Retro", assim como de "Carcereiros", inspirada em livro homônimo de Drauzio Varella, e de "Filhos da Pátria", previstas para o ano que vem.

Completam o calendário de estreias "Zózimo", uma história noir sobre um detetive no Rio dos anos 1950 com Vladimir Brichta, e mais temporadas dos humorísticos "Zorra" e "Tá no Ar".

Escrita por Bruno Mazzeo, com Fernanda Torres e Alexandre Nero no elenco, "Filhos da Pátria" busca as origens do comportamento brasileiro. Começa em 8 de setembro de 1822, dia seguinte à Independência, e narra as transformações da época a partir das famílias de classe média cariocas.

"Foi golpe ou foi processo constitucional?", ironizou Adnet com Mazzeo, que respondeu: "O de agora?". "O primeiro golpe", rebateu o mestre de cerimônias, para uma plateia já aos risos. Mais palmas.

Única das emissoras abertas a marcar território na Comic Con, a Globo parece disposta a conquistar um público que cada vez mais se dispersa dos hábitos consumo da TV linear.

São jovens que aplaudem e riem com Adnet, mas urram em êxtase diante de atores de "Game of Thrones" ou da franquia "Resident Evil" ­-são esperados 200 mil deles até domingo (4), quando termina a feira.

Mais cedo, havia apresentado vídeo inédito de "Dois Irmãos", outra série que estreia em janeiro. A aposta em ao menos sete estreias do gênero seriado, anunciadas nesta sexta, mostra que a emissora está em franca dianteira de suas concorrentes na TV aberta ­-ainda que seu estande na Comic Con passe quase despercebido diante da opulência das instalações gigantes de canais como HBO, Fox e da Netflix.

 
 
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