,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Deputados do Rio votam classificação indicativa para exposições de arte
  • Unimed homenageia ex-presidente da Cooperativa
  • TJ mantém proibição de novos comissionados

Alunos se encantam com o Música nas Escolas
Thainara Cabral
20/04/2017 13h47
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 
274.jpg

Instrumentistas da Sinfônica tocaram músicas infantis com instrumentos eruditos (Foto: Amanda Vieira/JP)

Cinquenta e oito crianças estáticas durante 50 minutos — cena surpreendente para um ambiente escolar com alunos de faixa etária entre quatro e nove anos.

O que prendeu a atenção dos pequenos da escola Professor Alberto Thomazi, no bairro Cruz Caiada, foi apresentação didática do quarteto de metais da OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba), que estreou anteontem a temporada 2017 do projeto Música nas Escolas, iniciativa da orquestra, em parceria com a Secretaria de Educação, que visita unidades da rede municipal, levando a música erudita com diferentes roupagens ao público mirim.

Ontem os músicos passaram pelo bairro Parque Orlanda, na escola José Antonio de Souza, e hoje, às 9h30, é a vez da Escola Antonia Jesuína Camillo Pipa, no Santa Rosa, recebê-los.

Localizado à beira da rodovia Fausto Santo Mauro, que liga Piracicaba a Rio Claro, o bairro rural Cruz Caiada fica distante do Teatro do Engenho, local que recebe os concertos da OSP.

275.jpg

Alunos puderam experimentar instrumentos (Foto: Amanda Vieira/JP)

Em conversa rápida com os alunos da sala multisseriada do jardim um e dois, e as classes do quarto e quinto ano, ficou claro que ali acontecia o primeiro contato de muitas crianças com a música de orquestra.

A primeira experiência dos mais velhos ocorreu no ano passado, quando a escola participou do ABC do Dó, Ré, Mi, outra iniciativa da OSP que recebe os estudantes no Engenho para um “showcerto”.

A apresentação do quarteto de metais da OSP na escola foi como uma aula.

Entre as canções interpretadas, os músicos explicavam aos alunos o funcionamento do trompete, trompa, trombone e a tuba, mostrando a possibilidade de sonoridade inusitadas dos instrumentos de câmera.

No repertório, músicas do próprio universo infantil: Superfantástico, do Balão Mágico, cantigas como Atirei o Pau no Gato, Marcha Soldado, e as trilhas dos filmes Pantera Cor de Rosa e Frozen. De acordo com Antonio Carlos Garcia, coordenador do Música as Escolas, a sinfônica faz uma roupagem erudita nas canções infantis e populares para “acostumar” os ouvidos das crianças.

“Os arranjos são adaptados, mas de maneira que seja acessível pois o contato com a música erudita acaba refletindo na personalidade deles e, modestamente, estamos contribuindo para um mundo melhor ao influenciar na formação das crianças”, afirmou Garcia, que organiza os projetos didáticos criados pelo maestro e diretor artístico da OSP, Jamil Maluf.

A reação positiva dos alunos surpreendeu até mesmo a diretora da escola, Adriana Vargas Mendes. Para ela, o contato com a sonoridade de gêneros musicais que não estão presentes na vida das crianças pode abrir portas futuramente.

“Aqui há crianças que moram em sítios e só conhecem as músicas que tocam na televisão e rádio. O encantamento que o projeto causou foi incrível”, comentou, acrescentando que a apresentação deu ideia de trabalhos posteriores com a música em sala de aula. Na ocasião também esteve presente a secretária de Educação, Angela Corrêa, que destacou a importância da continuação da iniciativa no município.

“O projeto é da maior relevância e fornece um crescimento cultural para as crianças. Por isso, mantemos a iniciativa”, comentou.

Após a apresentação intercalada com a explicação dos instrumentos, o quarteto respondeu perguntas dos alunos e anunciou que os ensinaria a tocá-los. Instantaneamente, uma fila foi criada diante deles e lá estava Gabriel Bortolin, de cinco anos, que mesmo com a timidez e o pouco tamanho foi atraído pela grandiosidade da tuba.

“É a primeira vez que vejo isso”, disse. Já Bianca Barreto dos Santos, 10, preferiu ficar como ouvinte.

“Quando começaram tocar Frozen reconheci o toque de primeira. Achei mais divertido e bonito o jeito que eles tocam, é uma sensação muito boa”, disse Bianca.

 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar