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Conselhos abrem processo de tombamento do Monte Alegre
Ana Rízia Caldeira
19/04/2017 14h15
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Importância histórica, cultural e arquitetônica colaboram para tombamento (Foto: M. Germano/JP)

Foram abertos pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba) e Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado) processos de análise para tombamento do bairro Monte Alegre, um dos mais antigos e tradicionais da cidade. A proposta é colocar o bairro sobre proteção municipal e estadual. Atualmente, apenas a Rua do Porto tem área parecida tombada por meio de decreto municipal.

Os critérios de relevância para ingressar o processo, conforme explicou o arquiteto e diretor do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico) do Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba), Marcelo Cachioni, consideram diversos fatores como importância histórica, cultural, arquitetônica e até mesmo afetiva.

“O Monte Alegre reúne todas essas condições, sendo um símbolo de orgulho não só para quem vive nele, mas para os próprios piracicabanos”, disse. Com o tombamento serão instauradas ferramentas de preservação do local e dos monumentos nele instalados. A ação, entretanto, valerá também para os moradores do bairro.

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Local histórico receberá ferramentas de preservação (Foto: M. Germano/JP)

“Todas as obras precisam passar por autorização e isso se aplica a todos os imóveis, tombados ou não. O proprietário pode sim fazer alguma reforma em sua casa, por exemplo, o que o processo quer evitar é a descaracterização do local”, reforçou Cachioni sobre a permissão que deve ser concedida pela Semob (Secretaria Municipal de Obras), pelo Codepac e pelo Condephaat.

DUPLA PROTEÇÃO — No acordo, a decisão tomada pelo conselho estadual terá de estar em vigor com a municipal, portanto, uma vez aprovadas, ambas deverão estar adequadas e comuns em relação aos itens e artigos.

“O Condephaat excluiu o calçamento de paralelepípedos da avenida Pedro Morganti e, desta forma, o Codepac não concorda”, comentou o presidente do conselho de Piracicaba, Marcelo Stolf Simões, explicando que, no momento, a análise está centrada nessa divergência entre as propostas, sob análise e reunião de documentação para dar continuidade ao plano. Segundo Simões, o último pedido de tombamento do local foi instaurado em maio de 2016.

HISTÓRIA — A comunidade surgiu aos redores da Usina Monte Alegre, durante os fervorosos anos da produção açucareira da cidade. Foi o italiano Pedro Morganti, um dos inovadores de usinas da época, que idealizou uma empresa em que fosse possível produzir desde a matéria prima até o produto final.

Dessa forma, ele buscou por locais em que poderia cultivar a cana e produzir o álcool, sendo o antigo Engenho Central de Monte Alegre, como era conhecido na época, o ponto onde fixaria tal objetivo.

Para o comendador, o bairro não deveria ser apenas um local de trabalho, mas também um espaço de convívio e moradia, com todas as comodidades dos pequenos centros urbanos.

Com isso, o charmoso bairro possuía casas de boa construção, feitas de tijolos, cobertas de telhas e servidas por rede de água tratada e esgoto, além de completas instalações elétricas.

O eixo contava com ambulatório, escola, cinema e até time de futebol. Toda a arquitetura sobreviveu ao tempo, deixando a marca de antiguidade desde as ruas, com seus paralelepípedos, até os prédios, como a Casa do Marquês e Capela.

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Comunidade surgiu aos redores de usina de cana (Foto: M. Germano/JP)

 
 
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