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Lauro e Sara Pinotti iniciam projetos culturais em Poggio Rusco, na Itália
Ana Rízia Caldeira e Rubens Vitti Jr.
17/05/2017 12h45
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Casal vai atuar em casa utilizada pela máfia e confiscada pelo governo italiano (Foto: Acervo pessoal)

Com dois projetos na mente e algumas malas nas mãos, o cineasta ítalo-brasileiro Lauro Pinotti e sua esposa, a arte-educadora da Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, Sara Rodrigues Pinotti, decidiram tomar novos rumos na vida e carreira.

Desde o final de março, eles rumaram à Itália para participar do projeto do governo local na ocupação dos espaços confiscados da máfia do país.

Assim, ambos planejam colocar em prática toda a experiência obtida em terras brasileiras em ações culturais que promovam as mudanças na comuna de Poggio Rusco. Idealizador de Ostellofabbrica — proposta de produção minimalista de cinema para dar continuidade ao projeto Minha Hollywood é Aqui e pré-aprovado pelo Conselho da Região Lombardia como viável para a ocupação e reuso inovador de um imóvel confiscado da máfia italiana — Pinotti deseja agora receber na nova instalação pessoas que estejam interessadas em concluir trabalhos nas variações da arte.

“Não vamos morar no projeto e não teremos apoio financeiro do governo, isso será por nossa conta e risco, pois é o governo quem precisa de ajuda para reorganizar essas casas com ideias que tragam vida novamente aos lugares que antes eram da máfia”, contou Sara sobre a oportunidade, que ganhou asas com um edital emitido pela comuna de Poggio Rusco, província em que vivia o bisavô de Lauro Pinotti.

Entre os anos de 2010 e 2016, Minha Hollywood é Aqui rendeu uma série de dez longas-metragens produzidos e finalizados no Brasil, sendo a maioria disponibilizada na íntegra em canal do YouTube.

Na extensa lista de ações, o cineasta coleciona ainda algumas trilogias não finalizadas, que trazem a abordagem do cinema minimalista para tratar de temas intrigantes, como a psicanálise, vista como um desafio na Sétima Arte.

Agora, com a mudança para a Itália, a ideia é concluir uma das trilogias, denominada Insanidade. Nela Pinotti irá trabalhar com a insanidade espiritual utilizando artistas em plein -air (ao ar livre).

“Os homens ficam loucos por uma religião e o filme faz uma comparação com a vida do artista, que consegue tanta beleza simplesmente com um pincel na mão. Essa busca incessante pela satisfação através da beleza mostra as catástrofes onde o mundo, buscando ser feliz na outra vida, comete barbáries”, explicou Sara.

O filme, entretanto, colocará toda a complexidade sugerida por Ostellofabbrica que, em italiano, remete a hostel (ostello) e lugar (fabbrica), um lugar em que se possa hospedar e produzir a arte.

“O espectador só enxerga essas particularidades observando nos detalhes mínimos as respostas”.

Segundo Sara, apenas com o apoio conjunto foi possível levar a crença que ambos possuem na arte para usá-la como agente transformador. Longe do país sul-americano, o casal agradeceu ainda o apoio dos amigos, das pessoas que acreditaram no projeto e os que nele participaram.

“Tem muita gente que fez parte das ideias do Lauro e que talvez nem saiba o tamanho da importância dentro da própria história do cinema na nossa cidade. Aqui vamos aguardar para avaliar o que os europeus dizem. Mas os que viram já estão entusiasmados. O objetivo do nosso projeto é acrescentar e aprender sempre.” 

 
 
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