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Exposição retrata cotidiano de Jerusalém
Thainara Cabral
07/06/2017 13h46
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Na semana em que completam 50 anos da retomada completa do controle de Jerusalém por Israel, após a Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, o Instituto Formar abre a exposição fotográfica Cidade Dividida — 50 Anos da Retomada de Jerusalém.
 
A mostra é composta por fotos do jornalista Maurício Ribeiro e Marcos Machado, que retratam o cotidiano da população e questões curiosas que demonstram o conflito territorial. A exposição está instalada no hall da instituição e segue aberta para visitação gratuita até o dia 30. 
 
Maurício Ribeiro passou uma semana em Jerusalém, durante outubro de 2016, pesquisando sobre o país para montar a exposição Shemá, Israel, que foi abrigada pelo Centro Cultural Martha Watts em abril.
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Em 19 imagens, moradores são retratados com detalhes do cotidiano na cidade. (Foto: Maurício Ribeiro)

Nessa nova montagem, Ribeiro resgatou o interesse pelo conflito territorial de Jerusalém que foi despertado ainda na infância, quando folheava um livro do pai que contava a história da Guerra dos Seis Dias.
 
“Fazer essa exposição para mim é, de certa forma, fechar um ciclo porque tudo que eu vi no livro quando era criança, as fotos em preto e branco do conflito, soldados e árabes sendo presos, eu tive a oportunidade de fotografar agora, mas de uma maneira diferente, mostrando as peculiaridades da cidade”, contou Ribeiro. 
 
Nas 19 imagens que compõem a exposição, o jornalista focou em retratar os moradores e demonstrar, através de detalhes de vestimenta e comportamento, a origem islâmica e israelense, como forma de humanizar a divisão local.
 
“A rixa entre árabes e judeus é uma dicotomia porque, ao mesmo tempo que existe rivalidade, há uma tolerância entre ambas as partes porque senão houver tolerância há conflito, porém o conflito abala o turismo, que é a economia da cidade. Por isso, eles encontrara, uma forma de conviver”, explicou.
 
Além dos homens, mulheres crianças, e militares, Ribeiro registrou cenas da cidade que retratam a divisão explícita, como o ponto turístico Esplanada das Mesquitas, que abriga dois pólos religiosos no mesmo espaço. Outro fator que chamou a atenção do jornalista é a iminência de um conflito a todo instante.
 
“Na cidade tem uma placa de trânsito trilingüe alertando que daquele ponto em diante nenhum cidadão israelense deve passar porque é uma vila palestina. Ou seja, um quarteirão é árabe o outro judeu”, comentou Ribeiro.
 
Todas essas questões abordadas nas imagens são contextualizadas na exposição com o recurso tecnológico de realidade aumentada, onde basta usar a câmera do smartphone para capturar códigos QR que encaminham para conteúdos explicativos sobre o tema da imagem.
 
Os códigos levam os visitantes para conteúdos extra, como textos e vídeos. “A mostra é didática porque cada grupo de fotos tem uma descritiva que contextualiza os visitantes para que a nova geração se sinta mais aguçada a conhecer o tema”, disse Ribeiro.
 
SERVIÇO — Exposição Cidade Dividida — 50 Anos da Retomada de Jerusalém. Até o dia 30 de junho, no hall do Instituto Formar (rua Gonçalves Dias, 721, Piracicamirim). Visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto em feriados. Entrada gratuita. Informações: (19) 3437-8888. 
 
 
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