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Miguel Falabella ‘recria’ Deus conectado à Era da Internet
Thainara Cabral
09/06/2017 12h54
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Um Deus brasileiro que se rendeu à era tecnológica e empunha a Bíblia em um iPad. Esse é o Deus “moderninho” recriado por Miguel Falabella na peça GOD, uma adaptação do espetáculo escrito pelo americano David Javerbaum que, na Broadway, foi encenada por Jim Parsons.
 
Com interpretação e direção de Falabella, a montagem chega ao Teatro do Engenho, com apoio cultural do Jornal de Piracicaba e Revista Arraso. A peça será apresentada hoje e amanhã, às 20, com uma sessão extra amanhã, às 17h. Os ingressos estão à venda na internet e na bilheteria do teatro, sendo que sócios do Clube JP ganham desconto na compra. 
 
Foi em uma viagem a Nova Iorque que Miguel Falabella assistiu na Broadway o original An Act of God. Desde então, ele soube que precisava trazer o espetáculo para o Brasil. Na peça, ele vive o próprio Deus que, cansado do descaso da humanidade com a natureza e com os Dez Mandamentos, volta à Terra a fim de criar o “universo 2.0”, tendo interface nas ideias de Steve Jobs.
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Falabella assistiu à montagem original nos EUA e desejou criar versão brasileira. (Foto: Caio Galucci)

Em sua versão, Falabella criou um Deus mais mundano. “É um ser muito engraçado, que confessa suas limitações, sem esconder os lances mais horrorosos. Afinal, o que ele fez a Abrão, incitando-o a sacrificar o próprio filho como teste de sua fé, é um ato maldoso. Mas, o mais interessante do espetáculo é que o texto não fala de religião, mas do homem. Com isso, ninguém se sente ofendido”, disse o ator em entrevista ao jornal Estadão. Na adaptação, Deus e seus dois arcanjos, Miguel (Magno Bandarz) e Gabriel (Elder Gattely), respondem a algumas das questões mais profundas que têm atormentado a humanidade desde a criação.
 
Como já é esperado, Falabella incrementa seu humor característico, especialmente, nos desabafos de Deus. “Ele fala sobre o dilúvio de uma forma muito engraçada, dizendo que deu um trabalho danado enxugar tudo aquilo para recriar a vida”, contou o diretor.
 
Em contraponto com a montagem original, Falabella recheou o texto com citações locais, como a referência à Rua 25 de Março e, ao fazer um pot-pourri de várias canções, emendou músicas de Leonardo com Mara Maravilha. “Menciono também a revista Caras, quando Deus reclama de quando teve uma única chance de aparecer na capa: ‘A Ana Maria Braga e o diabo do Louro José ficaram na minha frente na foto’.”, comentou. 
 
A coreógrafa Fernanda Chamma assina a codireção do espetáculo. Ela ficou incumbida de alinhar a movimentação de cena, focando na construção dos personagens Miguel e Gabriel. Segundo ela, o trabalho corporal é um diferencial da adaptação brasileira.
 
“Sugeri costuras e trabalhei muito com os anjos no contraponto das cenas. Os detalhes de pescoço, cabeça, mãos e cotovelos tornam-se vivos para poder dar fazer a ponte com o Falabella. São posições bonitas e desenhadas”, contou a codiretora.
 
Essa não é a primeira parceria de Falabella com a coreógrafa. Juntos, os dois já trabalharam em musicais, seriados e novelas. “Miguel é um criador. Temos uma parceria de mais de 10 anos. Já conheço a cabeça dele, funciona a mil por hora. Miguel leva mais de uma hora e meia de texto sem sair de cena, então um olhar de fora ‘limpa’ o espetáculo e ajuda a conduzi-lo”, disse Fernanda ao Jornal de Piracicaba.
 
SERVIÇO — Espetáculo GOD. Hoje e amanhã, às 20h, sessão extra amanhã, às 17h, no Teatro do Engenho (avenida Maurice Allain, 454). Ingressos: R$ 50 (meia), R$ 70 (Clube JP) e R$ 100 (inteira). Ingressos: MegaBilheteria.com. Informações: (19) 3413-8526.
 
 
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