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Exposição aborda presença da mulher no maracatu
Thainara Cabral
01/12/2017 14h11
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A participação da mulher em grupos de maracatu e a relação dela com os instrumentos característicos do ritmo musical são o mote da exposição de fotojornalismo A Força do Feminino no Maracatu, da estudante de jornalismo da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) Andressa Santos. As imagens que compõem a mostra podem ser vistas, gratuitamente, no átrio da biblioteca da universidade até 20 de dezembro. As fotografias, clicadas em grupos de Piracicaba e região, integram o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da graduação da aluna.
 
A Força do Feminino no Maracatu é composta por 26 fotos feitas no segundo semestre deste ano em eventos como Encontro de Maracatu de Piracicaba, realizado em agosto, e nos ensaios dos grupos Baque Caipira de Piracicaba, Baque Mulher, Estação Quilombo, de Americana; Baque de Santa, de Santa Bárbara d’ Oeste, e Baque do Zé Limeira, de Limeira.
 
Andressa Santos conheceu a manifestação cultural em 2015 e, no ano seguinte, passou a integrar o Baque Mulher, grupo de Americana capitaneado pela mestra Joana Cavalcante, que utiliza o maracatu como ferramenta para combater a violência contra as mulheres e também empoderá-las. “Naquela época, eu fiquei encantada pelas músicas tocadas por essas mulheres que têm como referência os orixás femininos. Hoje, o maracatu é minha vida. Ele faz parte de mim e está dentro do meu coração pulsando como um tambor”, disse a estudante, que também faz parte do Baque Caipira.
 
Para realizar o TCC, Andressa pesquisou durante dois anos sobre o assunto e entrou em contato com diversos mestres de nações e pessoas ligadas à história do maracatu de diferentes regiões do país. Ela comentou que o ponto de partida para o tema central do projeto foi o fato de que, antigamente, somente homens eram permitidos tocar em determinadas nações de maracutu, devido a fundamentos religiosos. Alguns grupos tradicionais ainda são compostos apenas por homens e outros restringem a participação feminina à dança ou a execução de determinados instrumentos. “Meu objetivo é que as mulheres sejam protagonistas desse projeto e que fossem representadas não apenas como mulheres bonitas que dançam e giram a saia rodada, mas que têm força, determinação e domínio dos instrumentos”, ressaltou Andressa.
 
SERVIÇO — Exposição de fotojornalismo A Força do Feminino no Maracatu, na Unimep (rodovia do açúcar, Km 156). Visitação: até 20 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 16h. Entrada gratuita. Informações: (19) 3124-1666.
 
 
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